RESUMENES
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CISTO DE DUCTO TIREOGLOSSO - ANÁLISE DE 405 CASOS.
Herter NT,
Fundação Faculdade Federal de Ciências Médicas de Porto Alegre e Hospital Santa Rita, Porto Alegre, Brasil.
Introdução: Os cistos de ducto tireoglosso são comuns na infância e na adolescência, constituindo-se na afecção mais freqüente encontrada na linha média do pescoço, nesta faixa etária, necessitando tratamento cirúrgico regrado a fim de evitar recorrências. Material e métodos: Quatrocentos e cinco pacientes tratados no Serviço de Cirurgia de Cabeça e Pescoço entre os anos 1970-2000 foram analisados, quanto a idade, gênero, localização do cisto, tratamentos prévios, tratamentos efetuados e resultados obtidos. A cirurgia preconizada e executada em todos os casos consistiu na ressecção cirúrgica pela técnica de Sistrunk, ressecando-se o cisto ou fístula, a porção média do osso hióide e o trajeto tireoglosso até a base da língua, sempre com a colocação de um dreno no leito cirúrgico. Resultados: A idade média foi de 14 anos, com mínimo de 4 e máximo de 65 anos, com mediana aos 12 anos, sendo 45% do sexo masculino e 55% do sexo feminino. Quanto à forma clínica encontrada, 13% já haviam sido tratados por um ou mais procedimentos cirúrgicos (1 a 7), 10 % apresentavam fístula mediana ou lateralizada, 1% tireóide lingual, 4% cisto tireoglosso suprahióideo, 2% apresentaram carcinoma tireoglosso e os demais 70% cisto mediano infrahióideo. O método principal de diagnóstico empregado foi o diagnóstico clínico, todavia o ultrassom tem sido empregado recentemente em todos casos. A cintilografia com iodo radioativo é útil. A tomografia computorizada e a ressonância nuclear magnética foram usados excepcionalmente. Uma punção com agulha fina foi indicado em 3 casos com suspeita de carcinoma em virtude do diâmetro do nódulo maior do que 3 cm, apresentando consistência sólida em paciente maior de 30 anos. Os resultados cirúrgicos foram exitosos em 96% dos pacientes, com apenas 4% de recorrência. Esta, quando ocorreu manifestou-se nos primeiros dias do período posoperatório, traduzida pela secreção de muco ao nível da cicatriz operatória. Nos casos tratados previamente o diagnóstico não foi correto em todos os casos, sendo os diagnósticos feitos de abcesso, linfadenite ou lipoma. Conclusão: O fator mais importante para a cura de um cisto ou fístula tiroglosso consiste no diagnóstico correto e na execução da cirurgia pela técnica de Sistrunk.
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ANÁLISE RETROSPECTIVA DE TIREOIDECTOMIAS REALIZADAS NO SERVIÇO DE CIRURGIA DE CABEÇA E PESCOÇO DO HOSPITAL SANTA CATARINA E HOSPITAL SANTO ANTÔNIO DE BLUMENAU
Hilgenberg A., Couto CH., Cunha RM., Salvaro RG.
Hospital Santa Catarina e Hospital Santo Antônio, Blumenau-SC, Brasil.
As doenças da tireóide na sua maioria são benignas. As mulheres são mais afetadas do que os homens na proporção de 5:1. Cerca de 1% das mulheres desenvolvem distúrbios da função tireoideana, seja hipotireoidismo ou hipertireoidismo, e cerca de 4% a 6% da população geral tem nódulo palpável na tireóide. Estudos de autópsia mostraram uma incidência de nódulo na tireóide de 20% a 30%. Destes nódulos, apenas 5% a 10% são malignos. O tratamento cirúrgico da tireóide é realizado (1) para estabelecer o diagnóstico num paciente com massa na glândula tireóide, (2) para remover tumores benignos e malignos, (3) como terapia para tireotoxicose e (4) para aliviar sinais e sintomas compressivos atribuíveis à tireóide. No presente estudo foram analisadas retrospectivamente 77 pacientes submetidos à tireoidectomias, objetivando traçar o perfil do paciente tireoidectomizado no Serviço de Cirurgia de Cabeça e Pescoço, entre junho de 1998 e janeiro de 2001, bem como a porcentagem de casos malignos e benignos e os diferentes diagnósticos encontrados. No grupo estudado houve predomínio do sexo feminino (89,61%) numa proporção de aproximadamente 11:1. A faixa etária variou de 15 a 83 anos, sendo 18.18% com idade igual ou inferior a 30 anos, 62.33% entre 30 e 61 anos e 19.48% com 61 anos ou mais. Entre os diferentes diagnósticos estão 38.96% carcinomas, 42.85% bócios, 6.49% adenomas, sendo um caso de adenoma de Hürthlë, 6,49% tireoidites de Hashimoto e apenas um caso de cisto de tireóide.
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HIPOCALCEMIA PÓS-TIREOIDECTOMIA: FATORES DE RISCO
Gonçalves Filho J, Kowalski LP.
Departamento de Cirurgia de Cabeça e Pescoço e Otorrinolaringologia - Centro e Tratamento e Pesquisa Hospital do Câncer A C Camargo - São Paulo - SP - Brasil.
INTRODUÇÃO: A cirurgia da glândula tireóide tem apresentado grande progresso, com marcante redução nas taxas de morbidade e mortalidade. Objetivo: Avaliar retrospectivamente a incidência e os fatores de risco associados a hipocalcemia pós-operatória em pacientes submetidos a cirurgia da tireóide em um Hospital com programa de residência médica em cirurgia oncológica. PACIENTES E MÉTODOS: De janeiro de 1990 a dezembro de 1998, 639 pacientes foram submetidos a tireoidectomia. Cinqüenta e um pacientes apresentavam cirurgia prévia. Houveram 192 tireoidectomias totais, 80 tireoidectomias subtotais, 247 lobectomias com istmectomia e 69 lobectomias. RESULTADOS: A hipocalcemia pós-operatória ocorreu em 12,6% dos pacientes. A hipocalcemia transitória ocorreu em 64 pacientes (9,8%) e hipocalcemia permanente em 18 pacientes (2,8%). O tipo de tireoidectomia teve uma significante influência na hipocalcemia (p<0.026). O esvaziamento paratraqueal foi também associado com hipocalcemia transitória (p<0.026) e permanente (p<0.0017). CONCLUSÃO: A hipocalcemia continua sendo uma importante complicação pós-operatória associada à cirurgia da glândula tireóide. A associação de esvaziamento linfonodal paratraqueal foi o mais significante fator de rico para hipocalcemia pós-operatória em pacientes submetidos à tireoidectomia total.
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PARALISIA DE NERVO LARINGEO RECORRENTE PÓS-TIREOIDECTOMIA POR CARCINOMA DE TIREÓIDE
Gonçalves Filho J, Kowalski LP
Departamento de Cirurgia de Cabeça e Pescoço e Otorrinolaringologia - Centro de Tratamento e Pesquisa Hospital do Câncer A C Camargo - São Paulo - SP - Brasil.
INTRODUÇÃO: A lesão do nervo laríngeo recorrente é uma das mais sérias complicações associadas a cirurgia da glândula tireóide. A proposta deste estudo é avaliar a incidência de paralisia de nervo laríngeo recorrente pós-operatória em pacientes submetidos a tireoidectomia por carcinoma de tireóide. PACIENTES E MÉTODOS: Duzentos e três pacientes portadores de carcinoma de tireóide foram submetidos a tireoidectomia, entre janeiro de 1990 a dezembro de 1998. Cento e sessenta e quatro pacientes eram do sexo feminino e vinte e nove do masculino. Vinte e seis pacientes apresentavam cirurgia prévia. Houve 111 tireoidectomias totais, 12 subtotais, 37 lobectomias com istmectomia e 15 lobectomias. RESULTADOS: A incidência de paralisia do nervo laríngeo recorrente foi de 2,5%, transitória em 4 pacientes (2,0%) e permanente 1 paciente (0,5%). CONCLUSÃO: Diante dos resultados, observamos que a lesão do nervo laríngeo recorrente tem se tornado uma complicação pouco freqüente, mesmo no tratamento do câncer da tireóide, desde que o nervo seja rotineiramente identificado e dissecado cuidadosamente.
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EFECTIVIDAD DE LA TIROIDECTOMIA TOTAL EN UN GRUPO DE SUJETOS CON CANCER TIROIDEO: SEGUIMIENTO DE 5 A 25 AÑOS.
Arroyo FE, Avilés NV : Facultad de Medicina, Universidad Central; Area de Salud # 7. Quito, Ecuador
El manejo del cáncer tiroideo diferenciado (CTD) es un tema aun controversial , dada la lenta evolución del cuadro y la dificultad de evaluar el impacto de los diferentes esquemas de tratamiento que se emplean . En esas condiciones el análisis de grandes series multicéntricas o la vigilancia prolongada de casuísticas propias puede ser una herramienta útil para valorar el efecto de una determinada conducta quirúrgica. Se revisan los expedientes de 55 pacientes con diagnostico de CT ,operados por uno de los autores (FA) entre 1976 y 1996, cuyo seguimiento ha sido posible en forma continua y periódica, desde 5 hasta 25 años . Si el sujeto no había sido controlado en el último año se contactó con él o sus familiares vía telefónica para actualizar datos . Además se les aplicó retrospectivamente el sistema de puntaje pronostico MACIS . De los 55 pacientes, 44 ( 80%) presentaron CT papilar (CTP), 6 (10.9%)CT folicular (CTF), 3(5,4%) CT anaplásico (CTA) y 2 (3,7%) CT medular (CTM). 12 de los 44 CTP fueron tratados mediante lobectomía con itsmectomía (L+ I), la mayoría de ellos entre 1976 y 1985 Los 32 CTP restantes, han sido tratados mediante tiroidectomías totales (TT) y casi totales (TCT), la mayoria a partir de 1986. Todos los CTF,CTM y CTA fueron sometidos a TT. La supervivencia al momento por tipo histológico es :CTP 90,9% ;CTF : 60% ;CTA : 0% y CTM : 0%. El índice de recurrencia en CTP es 6/44 y en CTF es 2/6. 3 de los 4 pacientes con CTP que han fallecido (4/44) fueron sometidos sólo a L+I . La mortalidad y la recurrencia se correlacionaron adecuadamente con la calificación de "alto riesgo" según MACIS. Los autores consideran que de acuerdo a los datos obtenidos, la TT o la TCT es el tratamiento de elección para el CTD
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PATRÓN FOLICULAR: UNA LIMITACIÓN DE LA PUNCIÓN CON AGUJA FINA
Novelli, J.L.; Brunás, O.; González García, M.
Centro de Estudio de Tiroides y Paratiroides (C.E.T.y P.), Rosario, Argentina
Cuando en la citología nos informan material con numerosos colgajos de células epiteliales de estirpe folicular, la misma puede corresponder a un foco de hiperplasia folicular, a un adenoma folicular, a un carcinoma folicular o a carcinoma papilar variante folicular.
Evidentemente estamos ante una limitación de la punciones con aguja fina (PAAF) al no poder diferenciar con certeza lesiones malignas de benignas, trayéndonos un aumento del número de pacientes que van a cirugía. Entre julio de 1986 y diciembre de 2000 se realizaron 937 PAAF en nódulos tiroideos, 488 (52.1%) fueron tratados quirúrgicamente. Todas las punciones y el tratamiento quirúrgico fueron realizadas por el mismo cirujano.
En el total de cirugías (n=488) se encontraron 130 casos de patología maligna (26.6%); 52 de estos tumores fueron microcarcinomas (<15mm) y se excluyeron del análisis.
De los 436 pacientes restantes, la citología de "Patrón Folicular" correspondió a 219, que conforman el grupo en estudio; en ellos se hallaron 18 cánceres (8.2%), y entre las patologías benignas se cuentan: 10 tiroiditis (4.6%), 3 quistes (1.4%), 93 hiperplasias nodulares (42.5%), 94 adenomas foliculares (42.9%) y un hipertiroidismo (0.4%).
En resumen, de 219 pacientes operados con el diagnóstico citológico de patrón folicular y que previamente habían sido seleccionados clínicamente, ecograficamente, por centellografia y por haber fallado al tratamiento médico, encontramos solamente 18 cánceres. A pesar de que se realizaron intentos morfológicos de clasificación para seleccionar los patrónes foliculares, este problema sigue sin resolverse.
Quizás las inmunomarcaciones con anticuerpos monoclonales, con el fin de seleccionar cuales pacientes informados como patrón folicular en la citología son cánceres, ayudarán a mejorar la selección.
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PROPUESTA DE CREACIÓN DE UNA BASE DE DATOS COMÚN PARA PATOLOGÍA QUIRÚRGICA DE TIROIDES.
Novelli, JL; Alarcón M.
Centro de Estudio de Tiroides y Paratiroides (C.E.T.y P.), Rosario, Argentina
En 1998, durante el III Simposio Internacional de Patología Quirúrgica de la Glándula Tiroides realizado en Santiago de Chile, en la reunión de representantes de centros de Argentina, Colombia, Chile, Brasil, Perú y Venezuela se decidió reunir datos para confrontar experiencias sobre el cáncer de tiroides. En 1999, en ocasión del XXIII Congreso de la Sociedad Italiana de Cirugía Oncológica en Peruggia, se presentó una experiencia preliminar de centros de Brasil, Chile y Argentina, en una fase temprana aún de su desarrollo, donde se reiteraba la necesidad de generar una base de datos común.
El C.E.T.y P. de Rosario-Argentina, desde hace 6 años utiliza una base informática para sus controles y análisis de datos. A diciembre de 2000 lleva registrados 2424 pacientes con consultas por patología tiroidea, de los cuales 1099 recibieron tratamiento quirúrgico y 275 de ellos fueron cánceres.
Como conclusión, el C.E.T. y P. propone implementar una ficha única y común a todos los centros quirúrgicos. Esta ficha contendrá la identificación del paciente, antecedentes de patología maligna y datos sobre el tumor (examen clínico, laboratorio, diagnóstico por imágenes, P.A.A.F.); el tratamiento quirúrgico (extensión), la biopsia por congelación, el informe anatomopatológico, la estadificación, las complicaciones y el tratamiento postquirúrgico; las recurrencias y su tratamiento; última consulta y su estado de salud. Las fichas, una vez verificadas y codificadas, se ingresan a una base informática que utilice preferentemente programas compatibles entre los centros para facilitar el análisis conjunto (Fox-Pro, D-Base, Epi5). Especialistas en análisis de datos realizarán controles de consistencia de la información y seguimiento de los pacientes. Se espera que esta recolección de datos se imponga en nuevos centros para lograr mayor representatividad geográfica y comparar las experiencias regionales con otras del mundo.
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ABOUT SEVEN CASES OF CARCINOMA ARISING IN THYROGLOSSAL DUCT REMNANTS
Herter NT,
Fundação Faculdade Federal de Ciências Médicas de Porto Alegre e Hospital Santa Rita, Porto Alegre, Brasil.
Educational Objective: At the conclusion of this presentation, the participant should be able to decide the best surgical approach.Introduction: Seven cases of carcinoma over 404 patients with cysts or fistulas arising in thyroglossal duct remnants are evaluated and discussed. Description: Gender: 6 females / 1 male; Age: 5 patients between 23 and 39 years old and one patient with 67. All patients complain a firm mobile painless mass, 3-4.5 cm in the midline. Patient with 67 years 67, complains of a large hard mass in the upper neck, 12 cm. Standard Sistrunk procedure was performed in all but one patients in which an enlarged Sistrunk's operation was performed. Papillary carcinoma was the pathologic report in all cases. Total thyroidectomy was performed in 4 patients but any foci of tumor was found. Patient with 67 years presented metastatic cervical node 4 months later and a radical neck dissection was performed with total thyroidectomy. One patient died from linphoma, 17 years later, without evidence of carcinoma in the thyroid gland.. Another patient, twelve years late presented metastases in cervical LN and a thyroid nodule. Thyroid surgery was performed and the pathologic report concluded that the thyroid gland was negative for tumor. Only two patients had a pre- operatory diagnosis confirmed by FNBA. Results: This small sample of 7 carcinomas lead us to conclude that most of the carcinomas arising in thyroglossal duct remnants are "de novo" primary tumors and not metastatic tumors from the thyroid gland. Old patients have poor prognosis. All patients older than 25 years must be evaluated by FNBA. Conclusion: Total thyroidectomy is dispensable in most of the cases, except in the presence of pathologic finding in the thyroid gland. Neck dissection is indicated if the nodes are palpable. FNBA is desirable.
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THYROGLOSSAL DUCT CYST REMNANTS AND GOITER- CASE REPORT
Herter NT, Golbert MM,
Fundação Faculdade Federal de Ciências Médicas de Porto Alegre, Centro de Tireóide e Hospital Santa Rita, Porto Alegre, Brasil.
Educational Objective: At the conclusion of this presentation, the participant should be able to decide the best surgical approach. Introduction: One case of goiter and thyroglossal cyst over 404 patients with cysts or fistulas arising in thyroglossal duct remnants are reported and discussed. Description: Patient female, 53 years old, white, complains a firm 3 cm mobile painless nodule in the midline, over the hyoid bone. At the physical examination we find a multinodular goiter. US reported a multinodular goiter, as well the schintigraphy. Standard Sistrunk procedure was performed in combination with total thyroidectomy in one only surgical specimen. Surgical approach was performed by two separated incisions, one located in the upper neck and other one in the lower neck. Pathologic report was cyst arising in thyroglossal duct remnants concomitant with multinodular goiter. Results: This is the only case of cyst arising in thyroglossal duct remnants concomitant with multinodular goiter we find over 404 thyroglossal cysts reviewed during 25 years. Conclusion: Total thyroidectomy concomitant with Sistrunck procedure is feasible by two separated surgical incisions.
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CARCINOMA ANAPLÁSICO DE TIREÓIDE, NOVA ABORDAGEM E MELHORES RESULTADOS
Herter NT, Golbert MM,
Fundação Faculdade Federal de Ciências Médicas de Porto Alegre, Centro de Tireóide e Hospital Santa Rita, Porto Alegre, Brasil.
Introdução: Os tumores malignos da tireóide representam 1% de todas as neoplasias e os tumores indiferenciados de tireóide acometem 3 a 15% das neoplasias malignas da tireóide, apresentando um prognóstico completamente desfavorável e rapidamente fatal, com média de sobrevida de seis meses. Novas abordagens terapêuticas podem oferecer melhores resultados. Material e métodos:No Hospital Santa Rita, entre os anos de 1975 e 2000, 15 casos de carcinoma indiferenciado de tireóide foram atendidos, com incidência geral de 9% sobre as neoplasias malignas de tireóide, todavia esta taxa reduziu-se para 4% nos últimos 5 anos. Os tratamentos destes 15 pacientes foram analisados, quanto aos resultados na sobrevida. Resultados: A idade média dos pacientes foi de 71 anos, com 9 mulheres e 6 homens.. O sintoma mais comum apresentado foi uma massa de crescimento progressivo no pescoço, acompanhada de dor e de disfonia. Quando possível, nos casos iniciais um tratamento loco-regional radical poderá ser empregado, compreendendo uma tireoidectomia total e esvaziamento cervical radical. As cirurgia supra-radicais, envolvendo laringectomia e esofagectomia não encontram justificativa pois o paciente virá a falecer de metástases à distância. Em um caso de diagnóstico precoce ocorrido em nosso serviço, no qual entre primeiro sintoma e cirurgia decorreram apenas sete dias, procedemos tireoidectomia total e esvaziamento cervical na esperança de curar o paciente. Infelizmente, trinta dias após, manifestaram-se as metástases cerebrais. Nos pacientes com tumor anatomicamente irressecável, a tumorectomia da massa cervical, intracapsular ou intratumoral, oferece melhores resultados que a simples biópsia. Ao constatar-se invasão traqueal uma traqueostomia deverá ser efetivada. A Radioterapia e a quimioterapia isoladas pós-operatórias apresentam respostas pobres, não aumentado a sobrevida. Dois pacientes tratados com cirurgia associada à radioterapia e quimioterapia concomitante (doxirubicina e cisplatina ou bleomicina), obtiveram sobrevida de 20 meses. CONCLUSÃO:A despeito de um mau prognóstico, esforços devem ser feitos no sentido de alcançar-se um diagnóstico precoce, procedendo-se então um tratamento multidisciplinar
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INIBIÇÃO DA PEROXIDASE TIREÓIDEA PELO EXTRATO DE PATA DE VACA (BAUHINIA FORFICATA) E DE PEDRA HUME KAÁ (MYRCIA UNIFLORA)-
Neto JC, Ferreira ACF, Kuster RM, Amorin MB e Carvalho DP.
Instituto de Biofísica Carlos Chagas Filho e Núcleo de Pesquisas de Produtos Naturais, UFRJ, Rio de Janeiro, RJ.
A pata de vaca (Bauhinia forficata) e a pedra hume kaá (Myrcia uniflora) são plantas medicinais utilizadas freqüentemente para o tratamento do Diabetes Mellitus. Anteriormente, foi descrito que xenobióticos, como alguns flavonóides da dieta, inibem a atividade tireoperoxidase (TPO) in vitro. Neste trabalho, avaliamos as possíveis alterações causadas pelo extrato aquoso de Myrcia uniflora e Bauhinia forficata sobre a atividade de oxidação do iodeto da TPO. Partimos das tinturas das plantas a 20% em etanol/água 2:1 (v/v), fornecidas pelo laboratório Flora Medicinal. Inicialmente, as tinturas foram concentradas sob vácuo e, em seguida, realizou-se a adição de água e filtração simples. A fração hidrossolúvel obtida foi utilizada no ensaio de inibição da atividade TPO. A extração da TPO foi feita com digitonina 1%, conforme anteriormente descrito (Thyroid 4:421, 1994). Observamos uma inibição de 50% na atividade de oxidação do iodeto da TPO in vitro na presença de 0,011 % de extrato de Bauhinia forficata e de 0,003% de extrato de Myrcia uniflora. Os resultados obtidos sugerem que o consumo crônico de Bauhinia forficata e Myrcia uniflora poderia levar ao hipotireoidismo e à formação de bócio, principalmente nas áreas carentes em iodo. Assim, prosseguiremos os estudos visando à caracterização química das substâncias contidas nestes extratos que seriam as responsáveis pela inibição da TPO.
Apoio financeiro: FINEP, FAPERJ, CEPG/UFRJ, CNPq
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ENVELHECIMENTO E RESPOSTA DO TSH HIPOFISÁRIO AO HIPOTIREOIDISMO FARMACOLÓGICO.
Moreira DG, Marassi, MP, Costa VMC, Carvalho DP e Rosenthal D.
Instituto de Biofísica Carlos Chagas Filho, Universidade Federal do Rio de Janeiro, Brasil.
Vários grupos, inclusive o nosso, identificaram modificações funcionais no eixo hipotálamo-hipófise-tireóide durante o envelhecimento. Anteriormente, verificamos que o TSH sérico não se altera em ratos velhos, apesar da significativa diminuição de T4 e, em machos, de T3 séricos. Para melhor avaliar até que ponto diferenças entre sexos ou linhagens podem influir nestes achados, avaliamos a resposta ao hipotireoidismo farmacológico de tireotrofos em ratos jovens e velhos, machos e fêmeas, de duas linhagens diferentes. O hipotireoidismo foi induzido por metimazole (MMI 0,03% na água de beber, por 21 dias) em ratos Wistar e Dutch-Miranda, machos e fêmeas, com idades de 3-5 meses e de 8-17 meses. Ao final do tratamento, as hipófises foram excisadas, homogeneizadas em tampão PBS pH 7.0, armazenadas a -20°C até posterior dosagem do TSH por RIE específico, de duplo anticorpo. Nos animais jovens o conteúdo hipofisário de TSH ao final do período de hipotireoidismo farmacológico não diferiu entre linhagens ou sexos, variando entre 1,31 ± 0,16 e 2,31 ± 0,46 ng/mg proteína. No entanto, há diferenças significativas entre as respostas ao hipotireoidismo farmacológico em hipófises de animais velhos das duas linhagens. Enquanto nos ratos Dutch-Miranda velhos o conteúdo hipofisário de TSH reduziu-se a cerca da metade (fêmeas: 0,68 ± 0,41 e machos: 1,39 ± 0,28 ng/mg ptn), nos Wistar houve aumento altamente significativo nos dois sexos (fêmeas: 4,93 ± 1,24 e machos: 4,83 ± 1,69 ng/mg ptn). Entretanto, não foi evidenciada diferença sexo-dependente, nas linhagens estudadas, quando o TSH foi expresso em função da proteína glandular.
Auxílio financeiro: SR2/UFRJ, FINEP, FAPERJ, CNPq.
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LEPTIN MODULATION OF THYROTROPIN RELEASE - EVIDENCE OF A DIRECT ACTION AT THE PITUITARY.
Ortiga-Carvalho TM, Oliveira KJ, Martins VP, Soares, BA, Pazos-Moura CC
Laboratório de Endrocrinologia Molecular, Instituto de Biofísica Carlos Chagas Filho, UFRJ, RJ
It has been shown that leptin stimulates the release of thyrotropin-releasing hormone (TRH), mechanism that would justify the decrease of thyroid axis activity during fasting, when leptin is reduced. However, leptin, its mRNA, and leptin receptor were found in the pituitary gland. Therefore, the aim of the present study was to investigate whether leptin modulates thyrotroph function in fed rats acting directly at the pituitary gland. In vivo and in vitro TSH release was evaluated, as well as the pituitary content of neuromedin B (NB), a locally-produced inhibitor of TSH release. TSH and NB were quantified by specific radioimmunoassays. Leptin (8 µg/100g B.W./sc.) administered once into fed rats induced after 2 hours an increase in serum TSH (96 % - P<0.05) and a decrease in pituitary neuromedin B (C: 109±10 e 2h: 72±3 fmol/mg ptn, P<0,05). Basal and TRH-stimulated TSH release from incubated rat anterior pituitaries measured in the presence of 10-7, 10-9 e 10-11M leptin showed a not significant trend to lower TSH release. Pituitary explants incubated in the presence of the antiserum against leptin showed a significant increment in TSH release (p<0.05), suggesting that leptin synthesized in the pituitary acts as an inhibitor of TSH secretion. In conclusion, our results suggest that not only in fasting, but also in the fed situation, leptin acutely stimulates TSH release in vivo. This effect is probably justified by the hypothalamic action, since at the pituitary level leptin effect seems to be inhibitory. Moreover, since leptin had been localized within thyrotrophs, our data suggest for the first time that leptin is autocrine inhibitor of TSH release.
Finantial support: CNPq, CAPES, FAPERJ, SR-2-CEPG/UFRJ
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MODULAÇÃO DO SUBSTRATO DO RECEPTOR DE INSULINA (IRS-1) DURANTE A BOCIOGÊNESE.
Grozovsky R, Morales MM e Carvalho DP.
Instituto de Biofísica Carlos Chagas Filho, UFRJ, Rio de Janeiro, Brasil.
A insulina potencializa o efeito mitogênico do TSH sobre tireócitos em cultura. Sabe-se que a ativação dos receptores de insulina e do fator de crescimento IGF-I leva à fosforilação do substrato do receptor de insulina-1 (IRS-1), via fundamental para os efeitos mitogênicos destes hormônios. Anteriormente, demonstramos que a expressão do mRNA do IRS-1 tireóideo está diminuída no hipotireoidismo experimental, embora o TSH sérico esteja elevado. Este trabalho teve como objetivo avaliar a expressão do mRNA do IRS-1 durante a bociogênese induzida pelo aumento de TSH sérico. Foram utilizados ratos machos Wistar adultos, nos quais o bócio foi induzido pela administração de MMI (0,03%) ad libitum, na água de beber, durante 5, 7, 10, 14, 18 ou 21 dias. Após o sacrifício, o sangue foi coletado para dosagem de TSH sérico por RIE e as tireóides foram excisadas. O RNA total tireóideo foi extraído para posterior obtenção de cDNA por RT-PCR. Utilizamos primers específicos para a amplificação, através de PCR semi-quantitativo, de fragmento correspondente ao mRNA do IRS-1. No 5o dia de tratamento o TSH sérico já estava aumentado (C = 1,57±0,19; 5 dias = 9,95±0,74 ng/ml) e aumentou progressivamente até o 18o dia de tratamento (7dias = 10,38±0,84; 10dias = 17,72±1,47; 14dias = 25,65±1,23; 18dias = 35,38±3,69 e 21dias = 31,30±2,70 ng/ml). Houve aumento gradativo e expressivo na expressão do mRNA do IRS-1 do 7o até o 14o dia de tratamento. No 18o dia a expressão do mRNA do IRS-1 já estava diminuída com relação ao 14o dia; no 21o dia a expressão do mRNA do IRS-1 diminuiu ainda mais, tornando-se menor do que o encontrado em animais controle, apesar do TSH sérico continuar aumentado. Aparentemente, a diminuição do IRS-1 coincide com o período no qual o peso máximo das tireóides é alcançado, momento no qual o grau de mitogênese deve diminuir (C = 22; 5 dias = 34; 7dias = 33; 10dias = 42; 14dias = 49; 18dias = 59 e 21dias = 54 mg).
Apoio financeiro: CNPq, FAPERJ, FINEP, CEPG/UFRJ.
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THYROID FUNCTION REGULATION IN ADULT RATS DEPENDS ON THE MATERNAL NUTRITIONAL STATUS DURING LACTATION.
1Passos MCF, 2Ramos CF, 3Dutra SCP, 3Teixeira CV, 4Mouço T, 3Moura EG
1 Department of Applied Nutrition, Institute of Nutrition, 2Department of Anatomy, and 3Department of Physiological Science, State University of Rio de Janeiro, Rio de Janeiro 4Laboratório Miguelote Viana, Niterói, , RJ, Brazil.
Some studies showed that mother nutritional condition can influence offspring endocrine function by means of metabolic imprinting. Recently, we showed that the kind of maternal malnutrition only during lactation affect adult body weight of the offspring and it is related to milk composition. The offspring´s of protein-restricted mothers were leaner and those form energy-restricted mothers were heavier. There are no report relating mother protein malnutrition during lactation to offspring thyroid function in adulthood. The long term effects of maternal protein or energy malnutrition during lactation on offspring thyroid function were determined using lactating rats fed a 8% protein-restricted diet (PR), a control 23% protein diet (C), and an energy-restricted group, fed 60% of control diet (ER). After weaning all animals received a normal diet until 180 days of age. At this time the animals received a single i.p. injection of 131I and they were killed 2h after the injection. The thyroid 131I uptake was evaluated in a gammacounter. Total triiodothyronine (TT3) and total thyroxine (TT4) serum concentrations were measured by radioimmunoassay. PR group had a significantly higher thyroid 131I uptake (31%), TT3 serum concentration (149%) and in TT4 serum concentration (12%), as compared to the controls. ER group had only significantly higher TT3 serum concentration (178%). These results showed that the thyroid function regulation in adulthood may depend on maternal nutritional condition during lactation. Probably, PR group had a hyperfunctioning thyroid, while ER group had only an increase in the deiodination of T4.. Studies have to be done to demonstrated if those altered thyroid hormone serum concentrations had functional consequences. The hyperthyroidism in PR group could explain the low body weight in those animals. Other hormonal metabolic imprinting, as changes in leptin, could explain the higher body weight in ER group.
Supported by CNPq, FAPERJ, SR2-UERJ.
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AS CONCENTRAÇÕES SÉRICAS DE CITOCINAS (IL-5, IL-6, IL-8, IL-1ba;, TNFa; E RECEPTOR SOLÚVEL DE IL-2) NÃO SÃO IMPORTANTES COMO FATORES PROGNÓSTICOS DE RECIDIVA DA DOENÇA DE GRAVES
Pegoraro ABPP, Morais AV, Ambrico C, Romaldini JH
Serviço de Endocrinologia Hospital do Servidor Público do Estado de São Paulo - IAMSPE- Brasil
Os diferentes parâmetros utilizados até o presente momento no acompanhamento do tratamento da doença de Graves com drogas antitiroidianas (DAT) têm produzido resultados bastante contraditórios. Dentre estes destaca-se o volume do bócio e os valores de TRAb (quando em concentrações bem elevadas), porém são parâmetros de pouca sensibilidade e especificidade. Por outro lado, as citocinas são produzidas por células tiroidianas e parecem ser mediadores de processos importantes para a iniciação e perpetuação da autoimunidade tiroidiana, agindo como imunomoduladores. Deste modo, estudamos as concentrações séricas de algumas citocinas (IL-5, IL-6, IL-8, IL-1ba;, TNFa; e o receptor solúvel de IL-2: sIL2R) por ensaios ELISA em 30 pacientes com doença de Graves na fase de tirotoxicose e após atingirem o eutiroidismo após 12-16 semanas do uso de DAT e em 24 controles normais. Seis meses após a suspensão das DAT 18 pacientes (70%) apresentaram recidiva (Rc) e 12 pacientes (30%) remissão (Rm) da doença. Usando como referencia os valores máximo encontrados nos controles para cada citocina através do Fisher´s Exact Test não observamos associação entre Rc e valor predictivo das concentrações das citocinas. A porcentagem de pacientes com valores normais foram: TNFa;, 50% (Rc) e 30% (Rm); IL-1b;, 57%(Rc) e 33%(Rm); sIL-2R, 33%(Rc) e 30%(Rm); IL-6, 47%(Rc) e 33%(Rm); IL-5, 32%(Rc) e 26%(Rm); e IL-8, 36%(Rc) e 36%(Rm). Os ensaios de citocinas séricas possuem pouca sensibilidade para serem utilizadas como fator prognósticos da recidiva da doença de Graves.
P137
NIVELES DE ANTICUERPOS ANTIPEROXIDASA EN ANCIANOS SANOS DE UNA REGIÓN ANDINA CON CORRECCIÓN DEL DÉFICIT DE YODO: RESULTADOS PRELIMINARES
Montalvo MA, Rosales B, Narváez L, PACHECO VM.
Universidad Central, Quito - Ecuador.
Se desconoce la prevalencia de procesos autoinmunes tiroideos en la región andina ecuatoriana, si bien suponemos que ésta será similar a la reportada universalmente una vez que la evidencia señala la Corrección de la Deficiencia severa de Yodo (CDY) en la región. Se investigaron los niveles de anticuerpos antiperoxidasa (AcATPO) en una población de ancianos aparentemente sanos residentes en Quito, relacionándolos con los de reportes internacionales. En 103 sujetos activos mayores a 60 años (r 60-89, media 67.8 a.), que acudían a un club, 18% hombres, en quienes se excluyó la presencia de enfermedades activas y de diagnósticos previos relacionables con procesos autoinmunes, se midieron los niveles de AcATPO, TSH-S y fT4 por inmunoelectro quimioluminiscencia. El método para AcATPO (Roche Elecsys 1820818) demostró CV intra e interensayo menor al 3%. En quienes presentaron positividad (valores > 34 UI) determinamos TSH-S (Boehringer Elecsys 1731459, con de CV 6 y 8%, r normal: 0.27-4.2 mUI7ml) y fT4 (Boehringer Elecsys 1731297, con CV 8 y 9%, r normal 1.0-1.8 ng/dl)).16.6% de las muestras tuvieron niveles positivos de AcATPO ( sin diferencia entre sexos), 10.6% mayor al doble del nivel del corte y 8.7% mayores a 100. El grupo de mas edad demostró una prevalencia mayor de AcATPO positivos: > 70 a. 21.6% vs. 15% en el grupo < 70 a. Del total de muestras positivas: 50% demostraron niveles de TSH-S mayores y 31% de fT4 menores que los valores referenciales. La prevalencia de positividad en los AcATPO, su relación con la probable presencia de disfunción tiroidea y su comportamiento en relación con la edad, son similares a los reportados en zonas sin deficiencia de yodo. Esta coincidencia refuerza la evidencia relacionada con la CDY, y sugiere la necesidad clínica de investigar la presencia de procesos autoinmunes en la patología tiroidea de la zona Este es el primer reporte sobre autoinmunidad tiroidea en población sana de Ecuador.
P138
ANTICORPOS ANTIPEROXIDASE TIREOIDEANA POSITIVO (ANTI TPO) EM GESTANTES NO PRIMEIRO TRIMESTRE E SUAS IMPLICAÇÕES NA EVOLUÇÃO DA GRAVIDEZ
Sieiro Netto L., Micmacher E., AP. Picarte,Correa E. K.,Apatafora EM, Youssef M., Arrastia M.,Junqueira LP, França Jr. DG.,Nazar LO., Buescu A., Vaisman M.
Serviços de Endocrinologia do HUCFF- UFRJ , Clínica médica do HGNI e Ambulatório de Pré-Natal do HGNI - Rio de Janeiro - Brasil
A presença de títulos elevados de anticorpos antiperoxidase tireoideana ( anti-TPO) está sabidamente relacionada a uma maior incidência de partos prematuros, abortamentos espontâneos e, evolutivamente, a um aumento de casos de disfunção tireoidiana pós-parto . Estudamos 300 gestantes no período entre a 7ª e 12ª semanas, com idade média de 20.7 anos (variando de 12 a 37). Nove pacientes (3%) apresentaram anti TPO positivo, com média de 187,6 UI/mL ( VR < 35 UI/mL). Não houve diferença significativa entre as médias de TSH nos dois grupos, antiTPO positivo ( 3,8 mcU/mL) e negativo ( 3,4 mcU/mL). Naquelas com anti-TPO positivo, uma era hipotireoidea controlada com hormônio tireoideano, uma hipertireoidea sintomática e as outras apresentavam-se eutireoideanas. Dentre as que estavam eutireoidianas, houve um caso ( 11.1% ) de abortamento ( 11ª semana ) e um caso ( 11.1% ) de parto prematuro ( 27ª semana ), com óbito fetal. Nas antiTPO negativo, houve 2 casos de abortamento( 0.67 % ) e 1 caso ( 0.34 % ) de parto prematuro e as restantes mantiveram-se eutireoidianas até o parto. Nossos dados correspondem aos descritos na literatura, que referem positividade anti-TPO em torno de 2,5-3% da população de gestantes, assim como uma frequência maior de partos prematuros e abortamentos espontâneos nestas. Torna-se mandatório o seu acompanhamento no período pós-parto já que apresentam maior chance de desenvolverem tireoidite.
P139
RADIOIODOTERAPIA NA DOENÇA DE GRAVES (DG)
Maeda SS, Mariosa LSS, Machado C, Rocha L, Sanches MFM, Miranda DMC, Marque NLM, Hashimoto SM, Salles JEN, Scalissi NM, Marone M, Monte O
Faculdade Ciências Médicas Santa Casa S.P.- Disciplina de Endocrinologia - São Paulo - Brasil
Introdução: O 131I passou a ser utilizado a partir de 1941 como terapêutica segura e eficiente para o tratamento do hipertireoidismo e seu sucesso tem sido amplamente confirmado. Para alguns autores a escolha do radioiodo é excelente nos casos de tireotoxicose moderada, podendo ser utilizadas uma ou mais doses. A associação de ß bloqueadores ajuda no controle dos sintomas. O objetivo do tratamento é alcançar o eutireoidismo ou hipotireoidismo. Avaliamos um grupo de pacientes com DG tratados com uma ou mais doses de radioiodo que foram acompanhados por um período de até 10 anos. Material e Métodos: Estudo retrospectivo no período de 1986 à 2000 com 162 doentes com DG acompanhados no Ambulatório de Endocrinologia encaminhados para radioiodoterapia, após compensação clínica com drogas anti tireoidianas, no Serviço de Medicina Nuclear. Análise estatística: teste Z. Masculino:18(13,8%),Feminino:112(86,2%), Excluídos:32(19,8%) Incluídos 130(80,2%). Resultados: Dos 130 doentes tratados, 106(81,5%) receberam apenas 1 dose (mediana:10 mCi) e 24 necessitaram de mais doses (mediana da dose cumulativa:22,5 mCi com intervalo 11-40). Nesta avaliação, 73 doentes(56,2%) evoluíram para hipotireoidismo, 40(30,8%) para eutireoidismo e 17(13%) permaneceram em hipertireoidismo. O hipotireoidismo instalou-se na maioria dos casos(75,3%) entre 1 a 2 anos após dose de radioiodo. Conclusões: A terapia com 131I na experiência de nosso serviço, alcançou o objetivo terapêutico em 87% dos doentes, favorecendo a defesa de seu uso como terapia segura e efetiva.
P140
DOSIS TERAPEUTICA DE 131 IODO EN LA ENFERMEDAD DE GRAVES
Bequelman D,Lowenstein A, Silva Croome M, Reyes A, Caneda G, Filippo J,
Gauna A.
Hospital J.M. Ramos Mejía, Buenos Aires, Argentina.
En el tratamiento de la Enfermedad de Graves (EG) con 131 Iodo(131I), no existe consenso internacional. Se utilizan dosis fijas o dosis calculadas, que tienen en cuenta la actividad de 131 I por gramo(gr) de tejido tiroideo, que varían entre 100 a 200 uCi y la captación máxima. El objetivo fue evaluar con dosis de 100uCi/ gr de glándula: a) la efectividad de la misma (eutiroidismo e hipotiroidismo), b) la prevalencia de hipotiroidismo,c) analizar diferentes parámetros respecto a evolución de la EG. Los datos son expresados como X ±; ES. Se estudiaron retrospectivamente 130 pacientes con EG. El hipertiroidismo fue definido por T4 y T3 elevadas, hipotiroidismo por TSH elevada y el eutiroidismo por T4 y T3 normales, con TSH normal o disminuida. Los dosajes hormonales se realizaron por quimioluminiscencia, AtcTPO por inmunoensayo directo y TRAb por radiorreceptor. El 43,8% de los pacientes persistieron hipertiroideos a los 12,6 ±; 2,2 meses; 43.1% evolucionaron al hipotiroidismo en 8,6 ±;1,3 meses; 6,9% eran eutiroideos a los 19,2 ±;5,4 meses y 6,2% no regresaron a la consulta.
| Evolución | n | Edad(año) | Tto.previo(mes) | Bocio(gr) | Capt.max(%) | Dosis terap(mCi) |
| Hipertiroidismo | 57 | 37,0 ±; 1,9a | 17,2 ±; 3,0 | 55,7 ±; 2,7b | 66,5 ±; 2,5 | 8,5 ±; 0,5c |
| Hipotiroidismo | 56 | 39,6 ±; 1,9a | 14,4 ±; 3,0 | 42,8 ±; 1,4b | 64,2 ±; 2,6 | 7,3 ±; 0,3 |
| Eutiroidismo | 9 | 49,1 ±; 4,9 | 17,7 ±; 6,9 | 43,3 ±; 2,5 | 55, 8 ±; 2,0 | 8,5 ±; 0,8c |
a p< 0,05 b y c p< 0,0001
En esta población, la dosis terapéutica
con 131 I calculada a 100uCi/gr, presentó:1) Una efectividad del 53,7% y una prevalencia de hipotiroidismo del 46,7%.2) La persistencia de hipertiroidismo se asoció a un mayor tamaño de bocio, independientemente de la mayor dosis recibida 3) Ni el tratamiento previo con antitiroideos, ni la captación máxima influyeron en la evolución.4) La población que evolucionó al eutiroidismo fue de mayor edad.
P141
THYROID HORMONE RECEPTOR BINDING TO DNA IS INHIBITED BY NON PROTEIC UREMIC TOXINS.
Santos GM, Paranaíba R, Ribeiro RCJ, Neves FAR.
Molecular Pharmacology Laboratory, Faculty of Health Sciences, University of Brasília, DF, Brazil.
There are a number of symptoms that are common to chronic renal failure (CRF) and hypothyroidism, such as cold intolerance and hypercholesterolemy, suggesting the presence of hypothyroidism in uremic patients. Patients with CRF show a higher prevalence of goiter, diminished levels of T3 and T4, normal TSH and evidence for blunted tissue responsiveness to T3 action. However, it is not known if thyroid hormone receptors (TRs) can play a role in thyroid dysfunction in uremic patients. To investigate the effects of uremic plasma on TR function, we compared the ability of TRb;1 to bind to DNA in the presence or in the absence of uremic plasma. Gel shift assays were performed to evaluate the binding of TR to DR-4 (direct repeats spaced by 4 nucleotides-AGGTCAcaggAGGTCA) using 35S-labeled TR or 32P-labeled DR-4. Prior to binding to DNA, this TR were incubated for 30 min with normal or uremic plasma obtained from a CRF patient before and after 4 hours hemodialysis. Our results showed that uremic plasma, denatured (5 min at 1000C) or not, reduced significantly the binding of heterodimers (TR-RXR) but not of homodimers to DR4. Uremic plasma also inhibited VDR-RXR binding to DR3 but not of PPAR-RXR to DR1. Interestingly, hemodialysis improved the TR-RXR and VDR-RXR binding to DNA. We suggest that dialysable non proteic toxins in uremic plasma selectively block binding of TR-RXR heterodimers to DNA. Because TR may function in vivo largely in the form of heterodimers these findings may explain some features of hypothyroidism and thyroid hormone resistance commonly found in CRF.
P142
THYROID HORMONE TRANSPORT IN NEONATAL RAT CARDIOMYOCYTES.
Simeoni LA, Pontes ARM, Rodrigues MCS, Neves FAR, Ribeiro RCJ.
Molecular Pharmacology Laboratory, University of Brasília, DF, Brazil
Most actions of thyroid hormones (T3) on mammalian development, differentiation and metabolism are mediated by binding to T3 receptors (TRs). To bind to TRs, T3 must enter the target cells. Numerous studies demonstrated a saturable, stereo-specific, and energy-requiring uptake of T3, supporting the idea that specific transport mechanisms mediate T3 entry into cells. However, there are few studies examining T3 efflux in T3 target cells. Here we investigated T3 uptake and efflux in neonatal rat cardiomyocytes, which are a major target for T3 action. Uptake in these cells were measured after exposing them to 0.3nM 125I-T3 for 5 min in medium with 0.01% fetal calf serum (FCS) in the absence or in the presence of excess cold iodothyronines. We measured T3 efflux during 60 minutes after a 3 hour preincubation with 0.5nM 125I-T3 in medium with 10% FCS in the absence or in the presence of excess cold iodothyronines. T3 uptake was saturable and inhibited by cold iodothyronines. The inhibition by addition of excess LT4 (10mM) was higher than 10mM LT3 (50% and 37%, respectively). The inhibition of 10mM TRIAC was 13%. To characterize the T3 efflux in these cells, we studied the effects of (100mM) unlabeled T3, T4, rT3 and TRIAC on 125I-T3 efflux. T4 was the most efficient inhibitor and TRIAC had no effect on 125I-T3 efflux. Excess T4 increased the 125I-T3 remaining in cells to 47.0 + 6.6% as compared to 21.4 + 3.3% in the control. TRIAC did not modify the 125I-T3 export (21.9 + 3.0% versus 21.4 + 3.3% in the control). These data suggest that thyroid hormone transport in target cells may provide an important mechanism for regulating hormone action in a tissue-specific fashion.
P143
THYROID HORMONE DEFFICIENCY IMPAIRS AXO-OLIGODENDROGLIAL RELATIONSHIPS AND MYELIN ULTRASTRUCTURE.
A.A. Ferreira, J.C. Nazário, M.J.S. Pereira, N.L. Azevedo and P.C. Barradas.
Instituto de Biologia/UERJ, 20551-030, Rio de Janeiro, RJ, Brasil.
We previously described that myelinated nerve fibers from hypothyroid developing rats showed a continuity of immunostaining as revealed by the 2 '3'cyclic nucleotide 3'phosphodiesterase (CNPase - an early oligodendroglial marker). This finding contrasted with the pattern of the normal animal suggesting a possible role for thyroid hormones on myelin compaction. To verify if the thyroid hormone deficiency during CNS development disturbs the interrelations between axons and oligodendrocytes, leading to a failure on myelin compaction, we studied the ultra-structure of corpus callosum (cc) in experimental hypothyroidism. We used adult rats at 60 and 90 days of age (P60 and P90) normals (C) and hypothyroids (H). To induce the hypothyroid status animals received methimazol since 19th gestational day until the killing. After intra-cardiac perfusion with 2% aldeidic moisture, sections passing through the corpus callosum (cc) were obtained in a vibratome. Small pieces of cc were post-fixed in 1% osmium tetroxyde and, after dehydration, were embedded in Epon. Ultrathin sections (70nm) were obtained in a ultra-microtome. Randomised fields were kept in electron microscopy and a morphometric analysis of some parameters (myelin sheath thickness and inner and para-nodal loops areas) didn't show significant differences between C and H groups in any age examined. However, the frequency of multiple internal loops and redundant myelin is higher in hypothyroid animals at P60 that indicates a disturb in the wrapping by the oligodendroglial process. Our findings showed that thyroid hormone may modulate the axon-oligodendroglial relationships with possible consequences on myelin compaction. To clarify this point further studies will be necessary.
Supported by: FAPERJ, TWAS, CAPES, SR2/UERJ, CNPq.
P144
A NOVEL ROLE FOR THYROID HORMONE: MODULATION OF MICROGLIAL DEVELOPMENT.
Lima FRS1,3, Gervais A1, Colin C1, Izembart M2, Moura Neto V3, Mallat M1. 1INSERM U.495, Hôpital de la Salpêtrière, Paris, France. 2Service de Médecine Nucléaire, Hôpital Necker-Enfants Malades, Paris, France. 3Departamento de Anatomia, Instituto de Ciências Biomédicas and Instituto de Biofísica Carlos Chagas Filho, Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, Brazil.
The postnatal development of rat microglia is marked by an important increase in the number of microglial cells and the growth of their ramified processes. We studied the role of thyroid hormone in microglial development. The distribution and the morphology of microglial cells stained with isolectin B4 or monoclonal antibody ED1 were analyzed in cortical and subcortical forebrain regions of developing rats rendered hypothyroid by pre- and postnatal treatment with methyl-thiouracil. Microglial processes were markedly less abundant in hypothyroid pups than in age-matched normal animals, from postnatal day 4 up to the end of the third postnatal week of life. A delay in process extension and a decrease in the density of microglial cell bodies, as shown by cell counts in the developing cingulate cortex of normal and hypothyroid animals, were responsible for these differences. Conversely, neonatal rat hyperthyroidism, induced by daily injections of 3,5,3'-triiodothyronine (T3), accelerated the extension of microglial processes and increased the density of cortical microglial cell bodies above physiological levels, during the first postnatal week of life.
Reverse transcription-PCR and immunological analyses indicated that cultured cortical ameboid microglial cells expressed the alpha1 and beta1 isoforms of nuclear thyroid hormone receptors. Consistent with the trophic and morphogenetic effects of thyroid hormone observed in situ, T3 favoured the survival of cultured purified microglial cells and the growth of their processes. These results demonstrate that thyroid hormone promotes the growth and the morphological differentiation of microglia during development.
Supported by INSERM, S.S.A.S. (France); CAPES, CNPq, FAPERJ (Brazil).
P145
GROWH HORMONE (GH) INTERFERES WITH PERIPHERAL CONVERTION OF T4 TO T3
Simão Y 1, Teixeira RJ1, PinheiroMFC2, Abucham J3
1Universidade do Estado do Rio de Janeiro, 2Lab. Sergio Franco, 3Universidade Federal de São Paulo
GH-treatment (GHT) increases the peripheral conversion of T4 to T3 (T4 ®T3), in children. In adulthood, the impact of GHT on thyroid hormones (TH) is less studied. To evaluate the effects of GHT on serum TH, in GH-deficient adults* (GHDA), we studied seven Sheehan's patients. In addition, we accessed corporal adiposity by bioelectrical impedance (BIA) and serum lipids. All patients had complete anterior pituitary deficiency, and had been on stable replacement with L-thyroxin, prednisone and transdermal estrogen/progestins. IGF-I, TSH, free T4 (FT4), free T3 (FT3), reverse T3 (rT3), total cholesterol (TC), HDL-cholesterol (HDL) and triglicerides (TG) were measured and FT3/FT4 ratios and LDL-cholesterol (LDL) were calculated. L-thyroxin was employed to achieve clinical euthyroidism (2,5±0,47mg/kg/d), and the doses were kept unchanged (one year before and during GHT). Results are presented bellow (mean ± SD). Serum IGF-I levels rose in all patients. TSH remained unchanged (low).
| F-T4 | F-T3 | r-T3 | T3L/T4L | BMI | FAT | TC | LDL | HDL | TG |
| PreGH | 1.97±0.6 | 290±69 | 35±12 | 0.2±0.08 | 24±6 | 29±8 | 191±31 | 154±31 | 53±16 | 93±57 |
| OnGH | 1.48±0.4 | 311±57 | 23±10 | 0.3±0.09 | 24±6 | 26±8 | 175±21 | 145±28 | 45±12 | 122±103 |
| P | 0.02 | NS | 0.045 | 0.001 | NS | 0.007 | NS | NS | 0.04 | NS |
BMI= kg/m2; fat is expressed in %; TC, LDL, HDL, and TG: mg/dL; Normal ranges and units are: FT4= 0.8-1.9ng/dL; FT3= 150-410pg/dL; rT3= 9-35ng/dL. *The diagnosis of GHD was established by GH peak during ITT < 3mg/L and low IGF-I values.
These data suggest that GHT changes serum TH due to increased T4 ®T3. In these subset of hypothyroid subjects, some factors, as the GHD itself and TSH deficiency, could contribute to impair the T4 ®T3 (besides the replacement of L-thyroxin alone, in the absence of any reminiscent thyroid function). GH's action through its hepatic receptors could enhance T4 ®T3. The decrease in fat mass observed may be the result of GHT and/or an improvement in the biological efficiency of TH.
P146
TIROGLOBULINA ELEVADA Y BARRIDO CORPORAL TOTAL NEGATIVO EN PACIENTES CON CANCER DIFERENCIADO DE TIROIDES (CaDT).
Chebel, G; Fadel, AM; Vázquez, A; Oneto, A; Belli, S; Aranda ,C; Gutiérrez,S.
División Endocrinología del Hospital C. Durand, Bs. As, Argentina
Existe buena correlación entre los niveles plasmáticos de tiroglobulina (Tg ) y los barridos corporales totales (BCT) realizados con dosis trazadoras de I131 en pacientes (pac) portadores de CaDT, tiroidectomizados y radioablacionados. Sin embargo, un porcentaje de los mismos presentan BCT negativo (-) con niveles elevados de Tg con anticuerpos antiTg (ATG) (-).Objetivos: evaluar el impacto de dosis terapéuticas (DT) de I131 administradas a pac con BCT con 5 mCi de I131(-) y Tg-TSH estimulada >3,3 ng/ml sobre: 1) La positivización del BCT post DT, y 2) La variación de la Tg en su seguimiento. Material y métodos: 10 pac. tiroidectomizados y radioablacionados, con BCT (-) y Tg-TSH estimulada >3.3 ng/ ml. Ninguno presentaba evidencia de enfermedad persistente por otros métodos de diagnóstico complementario. Veinticuatro horas pre BCT se obtuvieron muestras para TSH (ICMA), Tg (IFMA), ATG (RIA) y Ioduria. Se administraron 12 DT (100 a 200 mCi de I131). Resultados:1) Con las 12 DT administradas obtuvimos positivización en 10 BCT.2) En 6 pac contamos con evolución de Tg durante su seguimiento. En 4 pac. se pudo comparar la Tg-TSH estimulada, normalizándose en 2 y descendiendo un 40% en los restantes. En los otros 2 pac. sólo tenemos evolución de Tg bajo tratamiento inhibitorio con LT4. Esta se normalizo en 1 pac. y en el otro aumentó. En este último, el ascenso de la Tg coincidió con el hallazgo ecográfico de adenopatía cervical con citología positiva para Ca papilar. Conclusiones:1) Coincidente con otras series publicadas, la administración de DT a pac. con BCT (-) y niveles elevados de Tg sirvió para demostrar la persistencia de enfermedad y su localización en un 83.3% de los casos, al positivizarse el BCT post DT. 2) En 5/6 pac que contamos con evolución de Tg, esta descendió o se normalizó sugiriendo impacto terapéutico.
P147
PROGNOSTIC VALUE OF SERIAL SERUM THYROGLOBULIN DETERMINATIONS AFTER TOTAL THYROIDECTOMY FOR DIFFERENTIATED THYROID CANCER
Lima N, Cavaliere H, Tomimori E, Knobel M & Medeiros-Neto G.
Thyroid Unit, Endocrine Division, Univ. Sao Paulo Medical School, Sao Paulo, Brazil
We have collected serial weekly serum samples for serum thyroid hormone, TSH and Tg before and after total thyroidectomy in 42 patients with differentiated thyroid cancer (DTC, papillary n=32, follicular n-9, Hürthle cell n=1). Also serum specimens were obtained one month after radioiodine (131I) therapy followed by suppressive dosis of L-thyroxine (2.5 µg/kg). The patients were subdivided into four groups: (I) the DTC was confined to a single solid nodule (II) thyroid malignancy invaded local cervical structures but there were no lymph node metastases (III) DTC with lymph node metastases (IV) DTC with distant metastases. In all patients in Group I serum Tg remained undetectable in spite of elevated serum TSH levels at the third week post surgery (PS). In group II patients only one patient had a detectable serum Tg value of 5.2 ng/mL (3rd week PS). By contrast, 40% of patients in group III had detectable serum Tg levels, ranging from 3.4 to 16.8 ng/mL (3rd week PS). Lymph nodes metastases were detected in five of these patients by whole body scan (WBS) and removed surgically in three. As expected all patients in group IV had elevated serum Tg values from 33.0-958.0 ng/mL and distant metastases were confirmed by WBS in all six patients. After radioiodine and L-T4 suppressive therapy, only five patients of groups I, II and III (n=36) had detectable serum Tg levels (3.3 to 7.0 ng/mL) whereas serum Tg was detectable in all patients of group IV (ranging from 2.5 to 8.6 ng/mL). We concluded that serum Tg concentrations above 3.5 ng/mL at the third week post surgery may be suggestive of lymph node or distant metastases in patients with DTC.
P148
ADMINISTRATION OF A SINGLE DOSE OF RECOMBINANT HUMAN THYROTROPIN ENHANCES THE EFFICACY OF THE RADIOIODINE TREATMENT OF MULTINODULAR GOITER
Silva MNC, Rubió I, Buchpiguel C, Romão R, Cardia S, Camargo RY, Tomimori E, Gebrin E, Medeiros-Neto G.
Thyroid Unit (LIM-25) and Radiology Department, Faculdade de Medicin, Univ. Sao Paulo Med School, Sao Paulo, Brazil
In most elderly patients, surgical treatment of a large goiter with mediastinal invasion may be contraindicated because of risk of co-morbidities. Radioactive iodine (RAI) therapy has been alternatively used in these patients. As serum TSH is commonly suppressed, we have used recombinant human thyroid stimulation hormone (rhTSH) preceeding the therapeutic use of RAI. Eighteen patients (40-81 yrs) with large multinodular goiter (80-550 g) were treated with RAI, ranging from 50 to 200 mCi. We compared two groups: (1) radioiodine only (n=8) and (2) preceeded by 0.45mg IM hrTSH 24 hours before RAI (n=10). SerumTSH levels after hrTSH increased to 22-58 mU/mL and the 24h RAI uptake increased to 30-40%. The efficacy of RAI therapy was indirectly evaluated by serial assays of serum Tg and by quantitative measurement of Tg mRNA in the peripheral blood. Tg mRNA quantitative assays had a marked elevation at 24h from basal levels of 25-80 to a peak of 79-200 pgEq Tg mRNA/mcg thyroid RNA. The group that received hrTSH had a significant increase of Tg in relation to basal (20-459 ng/mL to a peak 80-1500 ng/mL) as compared with the group that received only RAI (basal 80-500 ng/mL to a peak 100-600 ng/mlL). Patients pre-treated had a significant prolonged biological half life of the radioiodine (mroentgens/h) in comparison with patients that did not receive hrTSH .This would imply a larger effective radiation delivered to the thyroid. In both groups thyroid volume decreased 68-86% of the original goiter size after 6-12 months. We concluded that pretreatment with hrTSH may be useful in RAI treatment in multinodular goiter.
P149
RELATO DE UM CASO DE CARCINOMA PAPILÍFERO DE TIREÓIDE EM CRIANÇA DE QUATRO ANOS DE IDADE: O CONTRASTE ENTRE O CARÁTER AGRESSIVO DO APARECIMENTO DA DOENÇA E A RELATIVA BOA EVOLUÇÃO PÓS TRATAMENTO.
Afradique MCM, Araújo NBC, Cardoso NFR, De La Nuez MJFB, Terra EP, Caires A
Setor de Endocrinologia do Serviço de Clínica Médica do Hospital Geral de Bonsucesso, Ministério da Saúde, Brasil.
Relatamos o caso de um paciente de quatro anos de idade que, em 1995, apresentou aumento da região cervical anterior, de evolução rápida e progressiva, sem história prévia de irradiação cervical ou familiar de doença tireoidiana. O estudo ultrassonográfico do pescoço revelou tireóide aumentada às custas de formações nodulares em lobo direito, além de adenomegalias em cadeia jugular homolateral. A PAAF de tireóide mostrou grupamento de células foliculares, algumas delas com atipias moderadas, sugerindo estudo histopatológico da lesão. Levado à cirurgia, foi submetido à tireoidectomia quase total, com esvaziamento ganglionar, com laudo histopatológico de carcinoma papilífero e metástases ganglionares. Evoluiu, no pós-operatório, com hipoparatireoidismo e lesão do nervo recurrente à direita, sendo mantido com doses supressivas de hormônio tireoidiano e de Calcitriol. Encaminhado ao Serviço de Medicina Nuclear do H. S. E. do Rio de Janeiro onde, até hoje, foram administradas três doses terapêuticas de Iodo radioativo, para tratamento de metástases ganglionares e pulmonares, verificadas desde a primeira avaliação de corpo inteiro. Do ponto de vista clínico, vem mantendo-se assintomático nestes seis anos de evolução, com provas de função respiratórias normais, apresentando apenas hipoevolutismo atribuído, provavelmente, à falta de aderência ao tratamento hormonal supressivo, devido às suas condições sócio-econômicas. Apesar do caráter agressivo da doença em crianças e jovens, acreditamos que, a instituição da terapêutica adequada, assim como o acompanhamento e seguimento criterioso destes pacientes, possam tornar o curso da doença mais satisfatório. No caso em questão, fica a pergunta se o paciente já estaria livre das metástases, caso não tivesse interrompido tantas vezes o tratamento hormonal supressivo.
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BOCIO EN NIÑOS: CORRELACION CLINICO ECOSONOGRAFICA
Acosta M., Rosero A. Pazmiño M., Medina A., ,Torres L, Sevilla M, De La Vega A.
Hospital Baca Ortiz. Quito - Ecuador.
La exacta definición de bocio especialmente en niños, es actualmente un motivo de controversia en muchos medios especializados. Su definición puede ser de un gran impacto especialmente en salud pública, el ICCIDD recomienda unificar los grados Ia y Ib en uno solo. La evaluación ecosonográfica de la glándula tiroideas puede ser el mejor método para determinar cuando una glándula tiene un aumento de tamaño y debe ser considerada como patológica. El objetivo de nuestro estudio fue determinar en una muestra de niños del Hospital Baca Ortiz de Quito el tamaño ecosonográfico de la tiroides y correlacionarlo con la clasificación de la glándula por palpación.
SUJETOS Y METODOS: 44 niños; 46 mujeres y 28 varones, con edades comprendidas entre 3 y 14 años fueron estudiados. Se realizó una evaluación clínica por médicos endocrinólogos con experiencia en palpación de tiroides (MA. MS y ADlV) y un estudio ecosonográfico (MP, AM y LT) utilizando un aparato Khransbuler con un transductor de 7.5 MHz
RESULTADOS:
PALPACION ECOSONOGRAFIA ml
O (n=10) 2.85 + 2.16
Ia (n=16) 3.50 + 1.41
Ib (n=19) 4.60 + 1.51
II (n=29) 7.21 + 5.08
CONCLUSIONES: No encontramos diferencias estadísticamente significativas entre los volumnes ecosonográficos de las tiroides en los grados 0, Ia y Ib. Entre los grados II y Ib la diferencia de volumen (3.47 ml) es estadísticamente significativa
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PARALISIA PERIÓDICA TIREOTÓXICA: RELATO DE CASO EM DESCENDENTE DE JAPONESES
Duarte GC, Nucci A1, Murro ALB, Tambascia MA, Zantut-Wittmann DE.
Disciplina de Endocrinologia - Depto de Clínica Médica, 1Departamento de Neurologia, Faculdade de Ciências Médicas, Universidade Estadual de Campinas, Campinas, São Paulo, Brasil.
A paralisia periódica tireotóxica (PPT) é um distúrbio endócrino decorrente do excesso de hormônios tireoideanos raramente descrito na literatura ocidental, pois mais de 90% dos casos são indivíduos asiáticos ou descendentes. Acomete 10 a 20 homens para cada mulher. No processo tireotóxico, a hipocalemia desenvolve-se pelo seqüestro intra-celular de K+, devido ao aumento do número de bombas Na+-K+ ATPase e de receptores b-adrenérgicos na musculatura esquelética, funções estas potencializadas pela insulina e testosterona. Descrevemos um caso de PPT em um paciente descendente de japoneses, 46 anos, referindo episódios de fraqueza muscular predominantemente proximal em membros inferiores há 18 meses, com progressiva diminuição da força muscular e posterior acometimento dos membros superiores. Após 12 meses, apresentava dificuldade para subir escadas e correr. Associava-se emagrecimento de 12 kg nesse período, agitação, dispnéia aos esforços, palpitações e episódios de diarréia. Ao exame físico: bócio difuso, ausência de exoftalmo, FC =72 bpm, PA = 160 X 100 mmHg. Ao exame neurológico: força preservada em todos os grupos musculares, sem alteração de tônus; fasciculação de músculos distais em membros inferiores; sem alterações de motilidade automática, reflexos, sensibilidade ou nervos cranianos. Exames complementares: CK = 66 UI/L (VN< 190); Na = 146 mEq/L (VN= 136-145) ; K = 2,9 mEq/L (VN= 3,5 - 5,1); Ca = 7,4 mg/dl (VN= 8,5 - 10,2); P = 2,4 mg/dl (VN= 2,7 - 4,5); T4livre = 2,15 ng% (VN= 0,74 - 2,1) ; TSH < 0,01 mUI/ml (VN= 0,41 - 4,5) ; AcTPO e AcTg negativos. Eletroneuromiografia: normal. Iniciado o tratamento com metimazol 30 mg/dia. Após 2 meses estava clinica e laboratorialmente eutireoideano, não mais apresentando fraqueza muscular. A reposição de potássio foi realizada em outro serviço, via oral. Concluindo, a hipótese diagnóstica de tireotoxicose como etiologia em pacientes com paralisia periódica deve ser considerada em nosso meio devido ao grande número de imigrantes asiáticos, sobretudo japoneses e seus descendentes. O diagnóstico diferencial com outras paralisias periódicas e a terapêutica adequada precoce são fundamentais para a prevenção de repetidas admissões em serviços de emergência e diminuição da morbidade e mortalidade desses pacientes.
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PARALISIS PERIODICA TIROTOXICA(PPT)EN PACIENTES CON ASCENDENCIA HISPANA.
duPlessis MC,Lemaitre N,Pons JC,Saldaño E,Torrado MT.
Servicio de Endocrinologia,Hospital Padilla.Tucuman,Argentina.
La PPT es una enfermedad que cursa con perdida transitoria de la fuerza muscular,en general asociada a trastornos del potasio en pacientes con hipertiroidismo;con recuperacion completa despues del tratamiento de la tirotoxicosis.Es reconocida en la literatura mundial la asociacion entre PPT y la raza oriental(90%de los casos).La mayoria de los pacientes padece Enfermedad de Graves,pero tambien de la ha descrito en otras tiroideopatias hiperfuncionantes.Relatamos los casos de 8 pacientes varones de origen hispano,edad promedio 35.6 años,ingresados al Servicio de Emergencias de nuestro hospital el año pasado;7 por cuadros de debilidad muscular de distinta magnitud,1 por arritmia cardiaca.Todos tenian clinica de hipertiroidismo(perdida de peso,temblor distal,taquicardia,bocio difuso,exoftalmos)e hipopotasemia.El diagnostico de hipertiroidismo fue secundario al de paralisis periodica en todos los casos;y fue confirmado por dosajes hormonales,anticuerpos y/o captacion de iodo y centellograma tiroideo.Todos fueron debidos a Enfermedad de Graves Basedow.En conclusion,nuestro trabajo muestra que la PPT es mas frecuente en nuestro medio de lo que se describe en la literatura;que ninguno de los pacientes era de raza oriental;que los cuadros clinicos fueron en todos los casos erroneamente interpretados como Polimiositis,Guillain Barre,o Cardiopatias;que todos cursaron con hipopotasemia;que ninguno tenia antecedentes de Paralisis Periodica Familiar.A partir de lo observado en nuestra experiencia,planteamos la inquietud de seguir investigando a cerca frecuencia y significacion de los datos hallados en una muestra con caracteristicas etnicas distintas a las desccriptas en la literatura
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AVALIAÇÃO TIREOIDIANA - ANAMNESE, EXAME FÍSICO E LABORATORIAL - DE PACIENTES COM ARTRITE REUMATÓIDE SOROPOSITIVO E SORONEGATIVO PARA FATOR REUMATÓIDE
Machado M, Pinheiro GRC, Henriques JLM, Pinheiro MFMC, Barreiro AP, Gayer CRM, Silva GMB.
Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) - Rio de Janeiro - Brasil
As doenças auto-imunes reumáticas e as doenças auto-imunes tireoidianas (DAT) tem demonstrado associações diversas. Com o objetivo de se avaliar as associações de DAT com Artrite Reumatóide (AR), foram estudados 84 pacientes (74 mulheres e 10 homens) com AR comprovada, sendo 51 (60,7%) soropositivos (+) e 33 (39,3%) soronegativos (-) para Fator Reumatóide (FR). A idade média dos pacientes foi de 52,68±14,15 anos e o tempo de duração da doença reumática de 12,28±10,52 anos. Todos os pacientes foram submetidos a anamnese, exame físico e dosagens hormonais tireoidianas de T4L, TSH, anti-TPO e TRAb. Dos pacientes com FR(-), os sintomas mais comuns e que poderiam sugerir hipertireoidismo foram agitação psicomotora (67%) e fraqueza muscular (79%). Atrofia muscular foi encontrada em 55%. As queixas mais comuns sugestivas de hipotireoidismo foram depressão (61%) e deficit de memória (61%). Apenas a presença de mucosas hipocoradas poderia sugerir essa disfunção tireoidiana ao exame físico. Dos pacientes com FR (+), as queixas sugestivas hipertireoidismo foram a fraqueza muscular (82%), nervosismo (73%), irritabilidade (65%) e emagrecimento (55%). Houve presença de alopecia em 53% desses pacientes. As queixas mais comuns sugestivas de hipotireoidismo foram depressão (59%), astenia (57%), sonolência (55%) e deficit de memória (53%). O edema de membros inferiores esteve presente em 67% desses pacientes. Evidência de bócio a palpação foi de 41% nos pacientes com FR (+) e de 36% naqueles com FR(-).Os pacientes com FR (+) apresentaram a mesma positividade para TRAb (11,9%), mas discreta predominância para anti-TPO (17,6% contra 15,1%). Os níveis de TSH foram elevados em 3 pacientes (3,57%) e todos eram FR (+). Em 6 (7,14%) pacientes os níveis de TSH estavam suprimidos, sendo que 4 eram FR (+). O hipertireoidismo foi a disfunção mais encontrada, e apenas nos pacientes com FR (+). Embora os dados encontrados não sejam significativos, a presença de FR (+) em pacientes com AR deve incluir avaliação tireoidiana.
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PERFIL HORMONAL TIREOIDIANO EM PACIENTES PORTADORES DE HEPATITE C
Souza MVL; Teixeira RJ; Alvariz F; Gazolla HM; Henriques JLM.
Disciplinas de Endocrinologia e Gastroenterologia, Hospital Universitário Pedro Ernesto / Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), Rio de Janeiro/RJ, Brasil.
Com o crescente número de pacientes portadores de hepatite C, sua alta frequência de manifestações auto-imunes extra hepáticas e a perspectiva do uso de interferon alfa como forma de tratamento tem-se dado uma maior atenção a função tireoidiana destes pacientes. Objetivo: Avaliar a prevalência de disfunção hormonal e/ou autoimunidade positiva em pacientes portadores de hepatite C crônica ativa. Casuística e métodos: Avaliamos 54 pacientes portadores de hepatite C com dosagens basais de TSH (N: 0,4-6,5 mUI/ml), T4 livre (N: 0,8-1,9 ng/dl), T3 livre (N: 150-410 pg/dl) e anti-TPO (N: até 35 UI/ml). A média de idade foi de 45,6 anos sendo que 53,7% ( 29 pacientes) referiam transfusão de hemoderivados como o modo de contagio. Resultados: 13 pacientes (24,1%) apresentavam alguma alteração hormonal, sendo 1 paciente com hipotireoidismo, 1 com hipertireoidismo, 1 com resistência periférica adquirida aos hormônios tireoidianos (eutireoidismo clínico, T4 e T3 livres , TSH e Teste do TRH N, RNM de sela N) e 10 pacientes com elevação isolada do T3 livre. A média do TSH foi de 1,88 ±1,6 mcU/ml (0,002 a 10,0), do T4 livre de 1,25 ± 0,69 ng/dl (0,7 a 5,9) e do T3 livre foi 407,8 ± 325,0 pg/dl (165-2515). A média do anti-TPO foi de 73,8 UI/ml (10-1631) sendo que 7 pacientes (13%) apresentavam níveis alterados de anti-TPO. Discussão: O percentual de pacientes com alterações na autoimunidade foi semelhante ao da literatura. A alteração nos níveis de T3 livre com níveis normais de TSH assim como o caso de resistência periférica abrem caminho para uma possível causa de resistência aos hormônios tiroidianos relacionada ao vírus da hepatite C. Conclusão: As alterações imunológicas suscitadas pelo vírus C aumentam a prevalência de distúrbios autoimunes na tireóide independentes da administração de interferon alfa. Estudos a longo prazo e o aumento da casuística são necessários para se estabelecer a associação causal entre o vírus da hepatite C e a resistência periférica adquirida aos hormônios tireoidianos.
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DOENÇA TIREOIDIANA AUTOIMUNE EM PORTADORES DE HEPATITE C
SUBMETIDOS À TRATAMENTO COM INTERFERON
a
Souza MVL; Alvariz F, Dimetz T, Henriques JLM.
Disciplinas de Endocrinologia e Gastroenterologia, Hospital Universitário Pedro Ernesto - Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), Rio de Janeiro/RJ, Brasil
O interferon a tem se correlacionado ao surgimento de disfunção tireoidiana com elevação de anticorpos anti-TPO sugerindo assim um processo de lesão tireoidiana imune induzida. Objetivo: Avaliar o perfil hormonal e de autoanticorpos tireoidianos em pacientes portadores de Hepatite C quando submetidos à tratamento com Interferon a. Casuística e Métodos: Avaliados 27 pacientes sendo 11 do sexo feminino, 16 do sexo masculino com média de idade de 47,3 anos (31-70 anos), portadores de hepatite C crônica ativa submetidos a administração de interferon alfa por 24 semanas (6 meses). A avaliação laboratorial constituía na dosagem de TSH (N 0,4-6,5 mUI/ml), T4 livre (N 0,8-1,9 ng/dl), T3 livre (N 150-410 pg/dl) e anticorpo anti-TPO (N até 35 UI/ml) antes do inicio do interferon alfa, após 2 a 6 meses de tratamento. Resultados: Não encontramos alterações significativas nos níveis de TSH, T4livre e T3livre após a administração do interferon. A média do TSH, T4 livre e T3 livre antes do interferon foram respectivamente 1,72 mUI/ml (0,65-5,93), 1,16 ng/dl (0,9-1,6) e 343,43 (187-469). A análise destes valores após o interferon não mostrou qualquer alteração significativa sendo os valores de TSH, T4 livre e T3 livre após o interferon de 1,89 mUI /ml (0,47-4,69), 1,14 ng/dl (0,8-1,6) e 348,16 (197-492). Os níveis de anti-TPO tiveram elevação significativa após a administração do interferon - 15,3 UI/ml (10-43,8) x 21,3 UI/ml (10-160), p=0,0017. Não houve diferença na proporção de casos com anti-TPO positivo antes e após o uso de interferon. Conclusão: Não observamos alteração hormonal induzida pelo interferon porém a elevação dos títulos de anti-TPO confirmam os dados da literatura de alteração tireoidiana imune induzida. A não observação de alterações hormonais pode estar relacionada ao tempo de acompanhamento já que apesar da alteração hormonal mais comumente surgir no curso do interferon esta pode também surgir até um ano após o término do curso da medicação.
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FATORES PREDITIVOS DE REMISSÃO DO B.D.T.
Fischer, C.M.; Caldas, D.; Faria, R. J.; Morais, F. C.; Leal, D. M.; Queiroz, A. N. P.; Fontes, A.C. P.; Baima, R. C. S.; Farias, S. L.; Pereira, K. M. C.
IEDE, Rio de Janeiro, Brasil.
A resposta ao tratamento na Doença de Graves é imprevisível, e fatores postulados a prever o resultado não têm geralmente demonstradoã;se clinicamente útil, ou sido amplamente adotados na prática clínica. O presente estudo retrospectivo avaliou 227 pacientes com hipertireoidismo de Graves que foram tratados com drogas antitireoidianas e registrados no Instituto Estadual de Diabetes e Endocrinologia (IEDE) do Rio de Janeiro. Estes 227 pacientes foram divididos em dois grupos: primeiro grupo (A) ? 93 pacientes em remissão clínica e o segundo grupo (B) ? 134 pacientes que não responderam bem ao tratamento com drogas. Nós examinamos se sexo, idade, período de duração da terapia com drogas antireoidianas, oftalmopatia, anticorpos antimicrossomais, concentrações iniciais de T3, relação T3/T4 inicial poderiam predizer a remissão da doença nestes pacientes. O primeiro grupo (A) foi dividido em dois subgrupos: A1 ? 43 pacientes que permaneceram em remissão por um período igual ou superior a 24 meses após tratamento, A2 ? 17 pacientes que recidivaram dentro de dois anos. Os demais 33 pacientes do grupo A não preencheram os critérios metodológicos. Nesses 60 pacientes em remissão clínica (grupos A1 e A2) nós avaliamos se os níveis séricos de tireotrofina foram preditivos de recidiva clínica após tratamento. Na avaliação estatística utilizamos o teste do Qui??quadrado com correção de Yates (X2) teste "t" de Student e teste não paramétrico de Mann Whitney. Em nosso estudo, sexo, idade, período de duração da terapêutica com drogas antitireoidianas, oftalmopatia, anticorpos antimicrossomais, concentrações iniciais de T3, relação T3/T4 inicial não foram bons fatores prognósticos, mas os níveis séricos de tireotrofina após terapêutica foram um bom fator preditivo de manutenção da remissão.
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PRESENCIA DEL POLIMORFISMO S836S DEL GEN RET EN CANCER MEDULAR TIROIDEO FAMILIAR (CMTF) Y SUB REPRESENTACION EN LAS FORMAS ESPORADICAS(CMTE).
Soto E, Toledo G, Véliz J y Wohllk N. Sección Endocrinología, Hospital del Salvador, Universidad de Chile y Laboratorio IEMA. Santiago de Chile
Algunos estudios han sugerido que el polimorfismo S836S (c.2439C>T) del exon 14 del gen RET podría jugar un rol en la génesis de los CMTE. Con el fin de aclarar si esta variante así como también otras, ubicadas en los exones 11, 13 y 15 están asociadas con, o predisponen al CMTE, estudiamos 50 pacientes los cuales fueron considerados CMTE por no presentar historia familiar ni otras manifestaciones carácterísticas de las formas familiares y ausencia de mutaciones de línea germinal del gen RET y 100 individuos controles . Los polimorfismos de los exones antes mencionados se evaluaron mediante restricción enzimática en los controles (exón 11 Ban I, exón 13 Taq I, exón 14 Alu I, exón 15 Rsa I) y por secuenciación directa en los pacientes. Además se incluyó, una familia con CMTF que presentaba una mutación germinal en el exon 14 V804M la cual ha sido descrita sólo en una pocas familias en la literatura. La frecuencia alélica de los polimorfismos en los exones 11, 13 y 15 fue similar en CMTE y controles; sin embargo ellos difirieron en el polimorfismo S836 : 6/100 (controles) vs 0/100 (CMTE) (p= 0.038). Interesantemente S836 estaba presente en los 2 casos de CMTF y tanto la mutación V804M como el polimorfismo S836 se ubicaron en el mismo alelo ya que se trataba de padre e hijo . Nuestros resultados a diferencia de otros, señalan que el polimorfismo S836 no tendría un rol en la patogénesis del Cáncer Medular Tiroideo Esporádico. En lo que respecta a la familia con CMTF en la cual el polimorfismo segrega con la mutación germinal V804M, la poca disponibilidad de un número mayor de familias con esta rara mutación germinal, necesariamente a obliga a concentrar los esfuerzos en un grupo internacional de trabajo recolectando los datos de las pocas familias disponibles, para así intentar explicar esta asociación.
FONDECYT 1980135
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SÍNDROME DE RESISTÊNCIA ADQUIRIDA AOS HORMÔNIOS TIREOIDIANOS
- RELATO DE CASO
Pontes CRPA, Souza MVL, Teixeira RJ, Bertelli MS, Dimetz T e Henriques JLM.
Hospital Universitário Pedro Ernesto (HUPE) / UERJ, Rio de Janeiro / RJ, Brasil.
Relatamos o caso de TRS, 48 anos, sexo feminino, branca, com história de doença ulcerosa péptica de repetição, internada por apresentar quadro de polineuropatia sensitivo motora. A paciente queixava-se de diarréia de início recente. Negava intolerância ao calor, sudorese excessiva, palpitações, insônia, cefaléia ou alteração visual. Ao exame físico apresentava emagrecimento importante, taquicardia de repouso, hepatoesplenomegalia e poliadenomegalia. Não apresentava bócio, tremor ou alteração na textura e temperatura da pele. Seu parasitológico evidenciou estrongiloidíase, que foi tratada, havendo desaparecimento da diarréia. Foram solicitadas sorologias, que mostraram anti-HCV positivo. Endoscopia digestiva alta mostrou úlcera gástrica em atividade e antigas cicatrizes, além de gastrite e bulbopatia erosivas. Biópsia de nervo sural evidenciou neuropatia crônica por vasculopatia. A paciente foi submetida também à biópsia hepática, onde foi visto fibrose hepática. Sua avaliação hormonal mostrou repetidamente níveis altos de T4 e T3 livres com TSH não-supresso - TSH: 1,23 mIU/mL (0,4-6,5); T4l: 5,9 ng/dl (0,8-1,9); T3l: 2515 pg/dl (150-410); anti-TPO <10 IU/mL (até 35). A cintilografia de tireóide e a captação de 24hs (36%) estavam dentro da normalidade. Os marcadores indiretos do metabolismo tireoidiano, como ferritina sérica e SHBG, foram normais. Foi solicitado teste de estímulo do TSH com TRH, que mostrou TSH: 1,42/ 6,3/ 8,48/ 7,41 mIU/mL, sendo considerado normal. Também foram solicitados: dosagens de prolactina: 5,3 ng/mL (2-25), gastrina: 32 pg/ml (20-100), cálcio: 8,7 mg/dl (8,4-10,2), fósforo: 4,4 mg/dl (2,5-4,5) e PTH: < 1,0 pg/ml (12-72); calciúria de 24 hs: 110,2 mg (50-250); e RNM de sela túrcica normal. A presença de níveis elevados dos hormônios tireoidianos com TSH não-supresso, eutireoidismo clínico e resposta normal do TSH ao estímulo com TRH sugerem o diagnóstico de síndrome de resistência aos hormônios tireoidianos (SRHT). Como a paciente não apresenta história familiar ou pregressa de doença tireoidiana, aventamos a hipótese de que a SRHT seja adquirida pela infecção por vírus da hepatite C.
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CARCINOMA MISTO MEDULAR-PAPILÍFERO DE TIREÓIDE: RELATO DE CASO.
Ramos HE, Alberti GC, Hauck PR, Carvalho GA, Pope LZB, Graf H.
SEMPR, Serviço de Endocrinologia e Metabologia, Hospital de Clínicas, UFPR e Serviço de anatomia patológica do Hospital de Clínicas, UFPR, Curitiba, Brasil.
O carcinoma papilífero de tireóide é a neoplasia maligna mais comum da glândula(60 a 70%), enquanto o carcinoma medular da tireóide representa apenas 2 a 8% das malignidades.Relatamos o caso de uma paciente de 54 anos, com quadro de crescimento progressivo de tumoração cervical em 2 meses. Exame físico revelava aumento da tireóide às custas de lobo direito(80g), os testes de função tireoideana foram normais e PAAF concluiu neoplasia de padrão foliicular. O estudo (anátomo-patológico e imunohistoquímico) de lobectomia direita da tireóide foi condizente com carcinoma misto medular-papilífero. Esta rara neoplasia se apresentou contendo íntima mistura de células com núcleo caracteristicamente claro do Ca papilífero, e àreas sólidas e trabeculares com células poliédricas compatíveis com Ca medular. Houve positividade para anticorpos de detecção dos antígenos tireoglobulina e calcitonina. A dosagem de calcitonina basal foi normal e avaliação para proto-oncogene RET ainda não foi realizada. Após tireoidectomia total a paciente foi submetida a dose terapêutica de iodo 131(150 mci). Esta patologia, também conhecida como carcinoma de diferenciação intermediária de tiréoide, possui histogênese controversa por apresentar componentes endócrino e neuroendócrino que exibem diferenças no seu perfil genético(mutação RET e perdas de alelos), com comportamento clínico semelhante ao Ca medular habitual, mas a possibilidade de captação do iodo radioativo.
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ASSOCIAÇÃO DE CARCINOMA POUCO DIFERENCIADO DE TIREÓIDE (NÃO MEDULAR) E ADENOMA DE PARATIREÓIDE - RELATO DE CASO E REVISÃO DA LITERATURA
Guedes AL, Rapoport A, Carvalho MB, Lehn CN, Menezes MB, Baraúna JC, Szeliga RMS.
Serviço de Cirurgia de Cabeça e Pescoço - Hospital Heliópolis - São Paulo - Brasil
A associação de adenoma da glândula paratireóide e do carcinoma não-medular da tireóide tem gerado controvérsias a respeito da existência de um fator promotor comum a ambas as entidades. Relatamos um caso de hiperparatireoidismo primário em paciente portadora de adenoma de paratireóide em que, durante a cirurgia para retirada da lesão, foi identificado um nódulo sólido na glândula tireóide. Ambas as lesões foram removidas. A paciente apresentou normalização das taxas de cálcio sérico e de paratormônio (PTH). A análise histológica e imunohistoquímica dos nódulos demonstrou a presença de um carcinoma pouco diferenciado de tireóide, associado ao adenoma de paratireóide que a levou à cirurgia. Tal associação é um achado pouco freqüente, especialmente quanto ao grau de diferenciação da lesão tireoidiana. A verdadeira relação entre as duas doenças não está esclarecida. Discute-se se a ocorrência é acidental ou se há um fator etiológico comum. Um maior número de estudos com maior número de pacientes poderá ajudar a elucidar esta questão
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ESTUDIO CLÍNICO Y EPIDEMIOLÓGICO DEL HIPOTIROIDISMO.
Vargas GR; Ramos IJ; Madrid MC; Flores SJ,
Universidad Nacional de Piura- EsSalud.Grupo de Investigación y Educación en Salud, Peru
Introducción
Desconocemos muchas características clínicas y epidemiológicas del Hipotiroidismo, por ello diseñamos el presente estudio.
Metodología
Estudio retrospectivo de los diagnosticados de Hipotiroidismo en 1999, en el Hospital Regional Cayetano Heredia - Piura - Perú. Encontramos 345 pacientes, de los cuales 278 cumplieron los criterios de inclusión.
Resultados
La prevalencia de Hipotiroidismo fue 0.75%; Mujeres fueron 88.8%, la edad promedio fue 47.9 + 16.3 años, rango 3-90; los grupos de la 6ta y 5ta década fueron mayoritarios (26.0% y 24.3%).
Las provincias de Piura, Sullana y Talara fueron las mayoritarias tanto para el lugar de nacimiento como de procedencia (41.5, 16.2, 11.8; 60.3, 14.7 y 12.5% respectivamente).
Antecedente de Hipertiroidismo tuvieron 24%, de ellos 57.14% recibieron I 131, 14.8% tuvieron tto. quirúrgico de la glándula tiroidea.
El Tiempo de enfermedad fue 5.0 años + 6.3, diagnóstico reciente (1999) lo presentaron 25.7%. La dosis de Levotiroxina fue de 102.4 + 27.3 ug/d. El IMC fue de 27.7 + 5.0. Asociación con HTA lo tuvieron 13.3% y con Diabetes el 2.9%.
Los Hipotiroideos con antecedentes de Hipertiroidismo tuvieron 3.6 veces más riesgo de
La prevalencia de hipotiroidismo fue de 0.75%, 9 de cada 10 fueron mujeres, la edad promedio fue 47.9 años; 1 de cada 2 tuvieron antecedentes de hipertiroidismo y/o tto. quirúrgico de la glándula tiroidea. El 13.3 se asocio con HTA. El riesgo de HTA fue 3.6 veces mayor entre los que tuvieron antecedentes de Hipertiroidismo.
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