RESUMENES
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RELAÇÃO TIREÓIDE-GÔNADAS E NÍVEIS PLASMÁTICOS DE FÓSFORO, CÁLCIO E FOSFATASE ALCALINA EM RATAS HIPERTIREÓIDEAS E EUTIREÓIDEAS
Serakides R, Nunes VA, Nascimento EF, Ribeiro AFC, Silva CM, Ocarino NM.
Departamento de Clínica e Cirurgia Veterinárias da Universidade Federal de Minas Gerais, Brasil.
A relação tireóide-gônada-metabolismo ósseo foi estudada em ratas Wistar adultas, castradas ou intactas e mantidas em estado hipertireóideo ou eutireóideo por períodos de 30, 60 e 90 dias. Foram utilizadas como características do metabolismo ósseo o cálcio, o fósforo e a atividade da fosfatase alcalina plasmáticos, correlacionando-os com os valores de estrógeno, de progesterona e de T4 livre. Verificou-se que o hipogonadismo e o hipertireoidismo alteram as características plasmáticas do metabolismo ósseo. O hipertireoidismo induz hiperfosfatemia e hipocalcemia, o hipogonadismo tem pouca influência sobre o fósforo, mas potencializa a hiperfosfatemia e a hipocalcemia desencadeadas pelo hipertireoidismo. Com relação à fosfatase alcalina, conclui-se que o hipertireoidismo reduz o efeito do hipogonadismo sobre a atividade dessa enzima.
Apoio Financeiro: FAPEMIG
P092
RELAÇÃO TIREÓIDE-GÔNADAS E ALTERAÇÕES ÓSSEAS EM RATAS HIPERTIREÓIDEAS E EUTIREÓIDEAS
Serakides R, Nunes VA, Nascimento EF, Ribeiro AFC, Silva CM, Ocarino NM.
Departamento de Clínica e Cirurgia Veterinárias da Universidade Federal de Minas Gerais, Brasil.
A relação tireóide-gônadas sobre a morfologia óssea foi investigada em ratas Wistar com cinco meses de idade, castradas e mantidas em estado eutireóideo ou hipertireóideo por períodos de 30, 60 e 90 dias. Um grupo não castrado foi mantido nas mesmas condições e serviu como controle. Ao final de cada período, nove ratas/grupo foram submetidas ao exame radiológico e à dosagem de T4 livre, progesterona e de estradiol. Os ossos longos, vértebras, crânio, maxila e mandíbula de cinco ratas/grupo foram avaliados histologicamente. O hipertireoidismo nas ratas intactas causou variação da morfologia óssea ao longo do experimento, conduzindo, aos 60 dias, à perda de osso trabecular no fêmur, tíbia, úmero e vértebras lombares e torácicas por aumento da reabsorção óssea. Aos 90 dias, não foi observada perda óssea, pois o aumento da reabsorção foi acompanhado também por aumento da aposição óssea. Nas ratas eutireóideas castradas, a redução dos níveis de progesterona inibiu a aposição óssea, causando perda discreta do osso trabecular das vértebras lombares e do osso alveolar aos 30 dias, que intensificou-se aos 60 dias, afetando também o osso cortical e outros sítios como o fêmur, tíbia, úmero e vértebras torácicas. Aos 90 dias, as ratas castradas apresentaram também redução dos níveis de estradiol e perda óssea por diminuição da aposição aliada ao aumento da reabsorção óssea. A administração de tiroxina às ratas castradas reverteu a osteopenia aos 60 dias, o que não ocorreu aos 90 dias quando a perda óssea foi mais extensa. Conclui-se que o hipertireoidismo em ratas intactas causa perda óssea variável dependendo do osso e do período, que o hipogonadismo causa perda progressiva de osso trabecular e cortical e que a administração de tiroxina reverte temporariamente a osteopenia induzida pela deficiência dos esteróides sexuais, mas causa perda óssea mais extensa quando administrada por maior período.
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RELAÇÃO TIREÓIDE-GÔNADAS E O PERFIL HEMATOLÓGICO DE RATAS HIPOTIREÓIDEAS E EUTIREÓIDEAS
Gomes MG, Serakides R., Silva CM, Nunes VA, Carneiro RA, Ribeiro AFC, Ocarino NM
Escola de Veterinária da Universidade Federal de Minas Gerais, Brasil.
A relação tireóide-gônadas sobre o perfil hematológico foi investigada em ratas Wistar adultas castradas ou intactas e mantidas em estado hipotireóideo ou eutireóideo por 120 dias. Dois grupos, um castrado e o outro não castrado foram induzidos ao hipotireoidismo, pela administração diária de propiltiouracil, por sonda gástrica, na dose de 1mg/animal, diluída em água destilada. Os dois outros grupos (castrado e não castrado) foram mantidos em estado eutireóideo. Com isso, foram formados quatro grupos: (1) hipotireóideo castrado, (2) hipotireóideo intacto, (3) eutireóideo castrado e (4) eutireóideo intacto (controle). Foram colhidos o plasma para dosagem de T4 livre e o sangue, para análise hematológica. Os dados foram submetidos à análise de variãncia com comparação das medias pelo teste t de student. Os valores de T4 livre significativamente menores nas ratas tratadas confirmaram seu estado hipotireóideo. O hipotireoidismo induziu anemia normocítica, normocrômica e regenerativa somente nas ratas intactas. O número e a característica das hemácias nas ratas hipotireóideas castradas foram semelhantes ao grupo controle, devido ao fato da deficiência dos esteróides sexuais ter causado aumento do número de hemácias, efeito oposto ao do hipotireoidismo. Tanto o hipogonadismo quanto o hipotireoidismo não alteraram o número total de leucócitos. No entanto, algumas alterações foram evidenciadas na contagem diferencial. O número de eosinófilos por exemplo, aumentou no hipotireoidismo e diminuiu no hipogoanadismo. Esse efeito contrário fez com que na associação do hipotireoidismo com o hipogoanadismo, os valores de eosinófilos se equivalessem ao do grupo controle. Conclui-se que o hipotireoidismo não altera o hemograma na ausência das gônadas, mas causa anemia em ratas com gônadas funcionais sem alterar o número total de leucócitos.
00000000000APOIO FINANCEIRO: FAPEMIG
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FOLICULOGÊNESE E ESTEROIDOGÊNESE OVARIANA EM RATAS PÚBERES HIPOTIREÓIDEAS
Silva CM, Nascimento EF, Nunes VA, Serakides R, Ribeiro AFC, Ocarino NM, Gomes MG
Escola de Veterinária da Universidade Federal de Minas Gerais, Brasil.
A foliculogênese e esteroidogênese ovariana foi estudada em ratas Wistar púberes hipotireóideas na fase de metaestro-diestro. O hipotireoidismo foi induzido pela administração diária de propiltiouracil, por sonda gástrica, na dose de 1mg/animal diluído em água destilada. As ratas eutireóideas foram mantidas nas mesmas condições recebendo água destilada como placebo. Após 120 dias de tratamento, todos os animais foram sacrificados e colhidos o plasma para dosagem de tiroxina livre (T4), progesterona e estradiol pela técnica de quimioluminescência e os ovários, para avaliação histomorfométrica. Foram quantificados a porcentagem de folículos atrésicos e o número total de folículos não atrésicos, de corpos lúteos e o de folículos primários, secundários, terciários, e pré-ovulatórios. As concentrações de T4 livre no grupo tratado foram significativamente menores que no grupo controle, confirmando o estado hipotireóideo das ratas. O peso dos ovários das ratas hipotireóideas foi menor, devido ao número significativamente menor de folículos secundários, terciários, pré-ovulatórios e de corpos lúteos e do aumento da atresia folicular. No entanto, o hipotireoidismo não alterou o número de folículos primários. A despeito da diminuição da foliculogênese ovariana, o hipotireoidismo não alterou significativamente os valores plasmáticos de estradiol e progesterona. Conclui-se que o hipotireoidismo reduz a foliculogênese ovariana e aumenta a atresia folicular, sem alterar as concentrações periféricas dos esteróides sexuais em ratas púberes na fase de metaestro-diestro.
APOIO FINANCEIRO: FAPEMIG
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EXPRESSÃO DE NEUROMEDINA B EM HIPÓFISE DE RATAS DURANTE O CICLO ESTRAL E SUA MODULAÇÃO POR ESTROGÊNIO.
Moreira RM1; Lisboa PC1, Amaral DF1, Pazos-Moura CC1, Brandão APS2, de Brito-Gitirana L2.
1Laboratório de Endocrinologia Molecular, 2Departamento de Histologia e Embriologia, IBCCF, UFRJ, Rio de Janeiro, Brasil.
A Neuromedina B (NB) adeno-hipofisária atua como um inibidor local da secreção de TSH, sendo esta também regulada pelo estrogênio. NB foi co-localizada em hipófises de ratos, por imunohistoquimica, com o TSH, sugerindo sua produção pelos tireotrofos. Objetivamos conhecer o padrão de distribuição da NB em ratas em diferente fases do ciclo estral e avaliar se o estado de estrogenização pode determinar variações na distribuição da expressão de NB na adenohipófise. Pretendemos ainda, determinar a co-localização da NB e dos hormônios adenohipofisários nestas situações experimentais. Hipófises de ratas nas fases do ciclo estral, ratas castradas (OVX) , tratadas ou não com benzoato de estradiol (EB): 0,7 (EB0,7) e 14 mg/100g P.C., sc/diária/10 dias (EB14) e ratos normais foram excisadas e preparadas para imunohistoquímica para detecção da NB e hormônios hipofisários. Em ratas normais, intensa imunoreatividade para NB foi observada na fase de Diestro II, coincidente com a maior expressão de Prl e discreta marcação de TSH nesta fase.
A imunoreatividade para neuromedina B foi menor em estro. Evidenciamos forte marcacão de NB e TSH nas adeno-hipófises de ratos normais. Em ratas castradas a marcação para NB foi intensificada pelo tratamento com a menor dose de estradiol (EB 0.7), porém reduzida quando se induziu hiperestrogenismo nas ratas (EB 14). Este mesmo padrão de expressão foi observado para o TSH. Os resultados sugerem que a expressão de NB sofre variações importantes durante o ciclo estral e é modulada positiva ou negativamente pelo estradiol, dependendo da dose administrada. Os estudos de co-localização estão em andamento.
Auxílio Financeiro: CAPES, CNPq, FAPERJ,CEPG/UFRJ
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NÓDULO "QUENTE" E CARCINOMA DA TIREÓIDE - RELATO DE DOIS CASOS
Viterbo BG, Kiy Y, Mazeto GMFS, Moriguchi SM, Senger C, Pereira AC
Faculdade de Medicina de Botucatu - Unesp, Botucatu, Brasil
Existem relatos sobre carcinoma da tireóide diagnosticado em pacientes submetidos à radioiodoterapia prévia, à qual foi atribuído o desenvolvimento do tumor. São relatados dois casos de coexistência de nódulo "quente" e carcinoma da tireóide, em pacientes sem história prévia de radioiodoterapia. Caso 1) Paciente masculino, 75 anos, com cintilografia de tireóide que evidenciou nódulo "quente" que a punção aspirativa mostrou suspeita de carcinoma folicular, confirmado à cirurgia. Caso 2) Paciente feminina, 56 anos, com quadro clínico de hipertireoidismo e um nódulo palpável em lobo direito (LD) e outro em lobo esquerdo (LE). À cintilografia, foi evidenciado volumoso nódulo "quente" no LD, com supressão do restante da glândula. Durante a retirada cirúrgica do mesmo, foi constatado carcinoma papilífero no lobo contralateral. É rara a ocorrência de carcinomas em nódulos "quentes" e a coexistência de hipertireoidismo e carcinoma de tireóide. Os casos aqui descritos, somados aos relatados na literatura, mostram a possibilidade de pré-existir carcinoma tireoidiano antes da realização de tratamento com radioiodo, levando à falsa relação causal entre neoplasia maligna e radioiodoterapia.
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CARCINOMA DIFERENCIADO DE TIROIDES EN NODULO "CALIENTE"
Pignatta A., García A., Danilowicz K, Manavella M, Bruno O.D., Elsner B., Cross G, Niepomniszcze H.
División Endocrinología y Departamento de Patología, Hospital de Clínicas-UBA, Buenos Aires, Argentina.
Los nódulos centellográficamente "calientes" rara vez son nódulos malignos. Por tal motivo, decidimos presentar 3 casos de carcinomas tiroideos (2 foliculares y 1 papilar) que se presentaron a la consulta como nódulos "calientes" de la Enfermedad de Plummer. Caso 1: mujer de 64 años, con nódulo de 6 x 3 cm en lóbulo derecho (LD), cuya imagen centellográfica mostró captación del nucleído solamente en el nódulo. Su perfil hormonal fue:T3=192ng/dl, T4=10.1mg/dl, TSH=0.02mU/L, TPO-Ab=5.6 U/ml (V.N.<3). La punción aspirativa con aguja fina (PAAF) no mostró material representativo para diagnóstico citológico. Se le practicó lobectomía derecha, con biopsia intraoperatoria negativa y biopsia diferida positiva para carcinoma folicular, con invasión capsular e infiltración linfocitaria del resto del parénquima. Se completó la tiroidectomía total seguida del tratamiento ablativo con 131I. Caso 2: mujer de 35 años, con nódulo de 6 x 4 cm en LD, centellográficamente "caliente" con inhibición del resto del parénquima. El perfil hormonal fue: T3=218ng/dl, T4=7.3mg/dl, TSH=0.05mU/L, MCHA=1/102400. La PAAF mostró citología sospechosa de malignidad, en una ocasión, y normal en otra. Se realizó hemitiroidectomía, con biopsia por congelación compatible con adenoma folicular. La biopsia diferida mostró un carcinoma folicular con invasión capsular. Se completó la tiroidectomía seguida del tratamiento con 131I. Caso 3: mujer de 19 años, con nódulo "caliente" de 4 x 3 cm en LD e inhibición del resto del tejido tiroideo. El perfil sanguíneo reveló: T3=221ng/dl, T4=11.5mg/dl, T4 libre=2.1ng/dl, TSH<0.01mU/L, TPO-Ab=23 U/ml (V.N.<0.5). La PAAF fue concordante con carcinoma papilar, por lo que se realizó tiroidectomía total. El examen histopatológico mostró un carcinoma papilar de variante folicular. Conclusiones: la coexistencia de nódulo "caliente" e hipertiroidismo no descarta la presencia de malignidad. En los 2 casos de carcinoma folicular, tanto la PAAF como la congelación no fueron útiles, mientras que sí lo fueron en el carcinoma papilar. Destacamos que las 3 mujeres tuvieron anticuerpos antitiroideos positivos. Proponemos la conducta quirúrgica en los nódulos "calientes" mayores de 3cm.
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PERFIL TIROIDIANO CLÍNICO E LABORATORIAL EM PACIENTES ACROMEGÁLICOS CONTROLADOS COM OCTREOTÍDEO: ATENÇÃO !
Tabet ALO, Machado M, Bosignoli R, Leão LCSM, , Henriques JLM
Hospital Universitário Pedro Ernesto - Universidade do Estado do Rio de Janeiro - RJ - Brasil
Foram estudados seis pacientes acromegálicos: dois tratados com hipofisectomia transesfenoidal e posteriormente com acetato de octreotídeo: Sandostatin â; (STT) e quatro pacientes apenas com STT (dose padronizada de 300m;g/dia/SC) pelo período mínimo de 1ano. Todos os pacientes tinham acromegalia ativa e estavam eutiroidianos clinica e laboratorialmente pré-tratamento com STT. À medida que foram estabilizando seu quadro clínico e laboratorial de acromegalia, observamos queda paralela de hormônio tireotrófico (TSH), correlacionada com a queda do hormônio somatotrófico (GH), e avaliação clínica de hipotiroidismo em um paciente, sendo necessária a reposição com Levotiroxina. Obtivemos os seguintes resultados expressados em medianas: TSH (pré) = 2,064m;IU/mL e TSH (pós) = 0,474 m;IU/mL, com delta de queda (DQ) = -77%; T4L (pré) = 1,350ng/dL e T4L (pós) = 1,050ng/dL, com DQ = - 22%; T3L (pré) = 281pg/dL e T3L (pós) = 252pg/dL, com DQ = - 10% ; GH (pré) = 9,7ng/mL e GH (pós) = 1,24ng/mL com DQ = -87%; IGF1(mediador periférico do hormônio somatotrófico-GH) (pré) = 497 ng/mL e IGF1 (pós) = 250ng/mL , com DQ = -50%. Os testes realizados com dosagens de TSH antes e após TRH, após pelo menos 1 ano de tratamento revelaram TSH basal baixo com resposta sub-normal e retardada ao TRH sugestiva de provável ação da droga também a nível de eixo hipotálamo-hipófise. Concluímos que o uso de STT em pacientes acromegálicos com dose de 300m;g/dia/SC pelo período mínimo de 1 ano: 1) normalizou clinica e laboratorialmente cinco dos seis pacientes acromegálicos; 2) trouxe significativa redução de TSH, com níveis de T4L oscilando no limite inferior da normalidade e T3L dentro do normal, sendo que um dos pacientes evoluiu para hipotiroidismo clínico e laboratorial, sendo necessária reposição hormonal tiroidiana. Dessa forma, em nosso modelo, o uso do STT no controle da acromegalia demonstrou a necessidade de acompanhamento paralelo cuidadoso da função tiroidiana.
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METÁSTASE DE CARCINOMA PAPILÍFERO DA TIREÓIDE PARA A HIPOFARINGE -
RELATO DE CASO
Szeliga RMS, Carvalho MB, Lehn CN, Menezes MB, Magalhães MR, Kanda JL, Rapoport A.
Serviço de Cirurgia de Cabeça e Pescoço - Hospital Heliópolis - São Paulo - Brasil
Os carcinomas bem diferenciados da glândula tireóide, uma vez tratados, tem em geral boa evolução e prognóstico. O presente relato é de um caso de carcinoma papilífero da tireóide evoluindo com disseminação para localização inusitada, a parede posterior da hipofaringe. A paciente, do sexo feminino, foi admitida em 1991, com 55 anos à época. Foi submetida a tireoidectomia total para tratamento de um carcinoma papilífero classificado como T4N0M0 (UICC 1997), evoluindo com metástases linfonodais cervicais ipsilaterais em 1992, submetida então a esvaziamento cervical. Em 1993 cursou com metástases cervicais contralaterais, sendo realizado novo esvaziamento cervical. Apresentou a partir de 1997 queixa de disfagia progressiva, sem anormalidades ao exame clínico e endoscópico. Evoluiu com aumento nas taxas de tireoglobulina, com pesquisa de corpo inteiro com 131I negativa. Em 1998 apresentou piora da disfagia, odinofagia e emagrecimento importante, quando foi diagnosticada a presença de uma lesão vegetante em parede posterior da hipofaringe, de 2x2 cm, na altura da área retrocricoaritenóidea. A biópsia revelou se tratar de carcinoma papilífero de tireóide, metastático. Foi tratada cirurgicamente em 1999 e apresenta-se hoje sem evidência de doença em atividade. Não encontramos na literatura pesquisada relatos de semelhante disseminação deste tipo de neoplasia. O caso ora relatado confirma a evolução lenta e favorável da maioria dos casos de carcinomas bem diferenciados da tireóide , daí a necessidade de um seguimento rigoroso e a longo prazo para viabilizar o tratamento precoce e eficaz das recorrências.
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PATOLOGÍA TIROIDEA SUBCLÍNICA EN UNA POBLACIÓN MASCULINA.
Becerra,H;Bonacorsi,SM;Flores,C,Jouffré,G;Sola,MO;Voglino,S.H.J.Penna.BahíaBlanca.Arg..
Zavatti,J
UN Patagonia. Sede Puerto Madryn.Argentina
El hipotiroidismo subclínico es una variante que a menudo se presenta con pocos síntomas, o ninguno y su hallazgo es frecuente. Los anticuerpos antitiroideos, indicadores de enfermedad tiroidea autoinmunitaria, pueden ayudar a predecir qué pacientes evolucionarán al hipotiroidismo clínico. En el periodo comprendido entre mayo de 1998 a diciembre de 2000 se evaluaron a 416 hombres derivados para descartar patología tiroidea . A dichos pacientes se les realizó dosajes de TSH (0.35 - 5.0 u UI/ml), T4L ( 0.8 - 1,8 ng/ml) (ACS 180) , AcTPO, AcATG (VR = > 0,5 U/ml .RSR), y/o Test de TRH/TSH si correspondiera; siendo este último positivo cuando a los 25' la TSH es > 20 UI/ml.
70 pacientes presentaron función tiroidea disminuída, de los cuales 27 fueron detectados por Test de estímulo; cuyas edades estaban comprendidas entre los 2 a los 67 años ( x= 27,8 años ). Los pacientes hipotiroideos con test de TRH positivo y Ac negativos tenían una edad promedio (x) de 21,4 años y la TSH basal (x) fue de 3,88 uUI/ml.
En los que tenían Anticuerpos positivos la edad (x) era de 37,3 con TSH basal (x) de 3,98 uUI/ml. Las TSH basales en los pacientes menores de 15 años fue de 4,09 uUI/ml. y en los mayores de 3,82 uUI/ml. En aquellos que consultaron por déficit de talla el valor (x) de TPO fue 10,36 U/ml. En cuanto a los hombres que presentaban signos y síntomas de hipotiroidismo el TPO (x) fue de 0,71. En los que concurrieron por trastornos de los lípidos el TPO (x) fue de 6,83 UI/ml. En los casos de ginecomastia el Ac TPO (x) fue de 0,14 UI/ml. Los pacientes portadores de bocio difuso o nodular tenían TPO (x) 24,12 UI/ml. En los diabéticos tipo 2, el valor de TPO(x) fue de 18,34.
En 11 pacientes ( 40, 74% ) con hipotiroidismo subclínico se observaron títulos de anticuerpos TPO con un valor medio de 22 U/ml, coincidiendo con una edad promedio 10 años mayor que aquellos con anticuerpos TPO negativos.
No encontramos que hubiera un aumento de los niveles basales de TSH en función de la edad.
P101
CÁNCER DE PARATIROIDES: REPORTE DE UN CASO.
Aguayo J., Soto Díaz L., Morales B., Ilzaupe J., Segebre A.
Servicio de Medicina. Servicio de Cirugía. Servicio de Anatomía Patólogica. Hospital DIPRECA.
El diagnóstico de hiperparatiroidismo primario cada día aumenta gracias a los exámenes de rutina que miden los niveles de calcio y Fósforo. Dentro de la etiologías el cáncer de paratiroides ocupa el 1% tanto a nivel mundial como en Chile por lo que creemos que en este caso clínico reviste especial interés para la comunidad médica. Caso Clínico: M.C.M, mujer de 57 años, con antecedentes de HTA crónica en tratamiento, bocio hipertiroideo tratado con I131 el 92, evolucionando con hipotiroidismo actualmente en terapia de sustitución con Levotiroxima. El cuadro actual comienza en 1999 con dolor en rodillas, espalda y cadera izquierda; luego se asocia a debilidad muscular y baja de peso, se decide hospitalizar para estudios en abril del 2000 en donde se evidencia una anemia macrocítica hipercalsemia de 14 mg/dl y fósforo sérico de 1,5 mg/dl. Durante su hospitalización evoluciona con parapaesia de EEII por lo cual se plantea el diagnóstico (dg) de mieloma múltiple, el cual se descarta con biopsia de médula ósea. Evaluado por endocrinología se plantea el diagnóstico de hiperparatiroidismo 1º, se solicita PTH sérica cuyo valor resulta de 1819 ng/ml (V.N 10-70) y cintigrama de paratiroides que concluyó nódulo paratiroideo polar inferior. Se presenta en cómite de cabeza y cuello decidiendo solución quirúrgica con dg de Adenoma paratiroideo. El 7 del 2000 de realiza paratiroidectomia parcial mas tiroidectomia total, sin incidentes. Bp de pieza operatoria concluye tumor de paratiroides compatible con carcinoma de paratiroides. La evolución de la paciente fue satisfactoria con calcemia normal y PTH de 333 ng/ml. Comentario: El cáncer de paratiroides es un problema diagnóstico sólo se obtiene con bp definitiva. Cabe tener en cuenta en su diagnóstico la presencia de cálcio sédico y PTH muy elevados
P102
CaRCinoma papilifero em remanescentes de cisto branquial: relato de caso
Cury ACT; Marques MH; Almeida RM;Gollner AM
Serviço de Endocrinologia - CESDEN - Juiz de Fora - MG
Introdução/Objetivos: Carcinoma papilifero em remanescentes de cisto branquial é extremamente raro. Constatamos na literatura mundial, ser este o 4o caso encontrado e o 2º descrito com metástase para linfonodo cervical.
Material/Métodos: F.C.L.S., 47 anos, masc., diabético tipo2, apresentou nódulo de crescimento rápido em face lateral do músculo externo cleidomastóideo direito. À USG de estruturas do pescoço foi evidenciado nódulo anecoide de 2,5cm x 2,3cm e à Biópsia: Carcinoma papilar em remanescentes de cisto branquial com metástase para linfonodo cervical direito. Screening: TC de pescoço, USG de Tireóide, Radiog. de Tórax, TSH e Tg normais; Cintilografia da Tireóide: área arredondada hipocaptante em istmo. Por recusa do paciente em submeter-se à tireóidectomia, optamos por iniciar terapia supressiva com L-tiroxina e acompanhamento com TSH e Tireoglobulina.
Conclusão: Incluímos para discussão esse caso, em razão da raridade e da possibilidade dessa patologia apresentar-se como tumor primário oculto mimetizando cisto branquial.
P103
CARCINOMA PAPILÍFERO DE TIREÓIDE NA INFÂNCIA DIAGNOSTICADO A PARTIR DE ADENOPATIA CERVICAL , COM METÁTASES À DISTÂNCIA.- RELATO DE CASO
Taques VO ; Pereira F; Aci P.; Liberato WP; Abech DMD; Figueiredo PC; Pizarro, CB.
Instituições: Núcleo de Terapia Especializado em Cancerologia - Hospital Santa Rosa - Cuiabá MT; Instituto de Medicina Nuclear de Cuiabá ; Disciplina de Clínica Médica e Patologia da Faculdade de Medicina da Universidade de Cuiabá- MT
A neoplasia de tireóide na infância e adolescência é patologia pouco frequente, responsável por 0.5 % dos tumores desta faixa etária. Entre os diversos tipos de carcinoma de tireóide , nesta faixa etária o tipo histológico mais frequente é o carcinoma papilar. Relatamos o caso de uma paciente de 10 anos de idade que há 8 meses iniciou com aparecimento de adenopatias cervicais de crescimento progressivo. No momento da primeira consulta com oncologista-hematologista pediatra apresentava várias adenopatias cervicais bilaterais e tireóide impalpável. Realizada a biópisa de gânglios cervicais cujo anatomo-patológico foi carcinoma papilífero de tireóde metastático para gânglios cervicais, sendo realizado também teste imunohistoquímico da lâmina que confirmou o diagnóstico. Completando a investigação pertinente foi realizado raio x de tórax onde foram encontrados nódulos de aspecto metastático em ambos os pulmões, confirmados por tomografia. A cintilografia de corpo inteiro com iodo 131 e tecnécio evidenciou captação nas múltiplas áreas de adenopatias cervicais e no leito tireoideano. A paciente realizou tireioidectomia total com esvaziamento cervical bilateral em 11/2000 e dose terapêutica de Iodo 131 em janeiro de 2001. No rastreamento corporal total pós-dose de iodo foi evidenciada captação em ambos os pulmões e na clavícula direita. Este caso demonstra que ,algumas vezes, o carcinoma papilar de tireóide pode ser diagnosticado primeiramente pelo comprometimento de gânglios cervicais sem com que a glândula tireóide evidencie qualquer alteração na sua palpação e, que, mesmo sendo de ocorrência rara, devemos pesquisar metátases à distância.
P104
POSITIVIDADE DE EXPRESSÃO PROTEICA DE GALECTINA-3 EM ADENOMAS E BÓCIOS MULTINODULARES ATÓXICOS (BMNA) DE TIRÓIDE.
Martins L, Matsuo S E, Friguglietti CUM, Kulcsar MAV, Kimura ET.
Departamento de Histologia & Embriologia, Instituto de Ciências Biomédicas, USP, São Paulo, Brasil.
As galectinas são proteínas da família das lecitinas, envolvidas em diversos processos biológicos, tais como controle do ciclo celular, resposta imune, apoptose e em processos neoplásicos. Dentre os 10 isotipos de galectinas identificados em mamíferos, a galectina-3, uma proteína monomérica de 30 Kda tem sido indicada como um potencial marcador tumoral de malignidade nas neoplasias tiroidianas, pois mostram expressão altamente predominante nos carcinomas de tiróide. Neste estudo investigamos a expressão protéica de galectina-3 em tumores de tiróide provenientes de 67 pacientes com diagnóstico anátomo-patológico de Adenoma Folicular (n=22), BMNA (n= 19), Carcinoma (Ca) Folicular (n=16), Ca Papilífero (n=6) e normal (n=4). Para o ensaio imuno-histoquímico (IHQ) cortes histológicos foram incubados com anticorpo monoclonal anti-galectina-3 (Affinity Bioreagents) e a reação foi detectada por método imuno-enzimático de 3 etapas envolvendo complexo biotina estreptoavidina - fosfatase alcalina - fast red. Observamos expressão de galectina-3 em 93% dos Ca Foliculares e 100% dos Ca Papilíferos e também em 45% dos Adenomas Foliculares, 16% dos BMNA e ausente nos tecidos normais. Estes resultados mostram que 95% lesões malignas expressam galectina-3, dados estes que se compatibilizam com os descritos na literatura, entretanto a observação de que 32% dos tumores benignos expressam galectinas-3, é uma constatação que difere das descrições prévias. A expressão positiva de galectina-3 em tecido tiroidiano não é um marcador molecular eficiente para diferenciação entre tumores benignos e malignos, principalmente no auxílio diagnóstico entre Adenoma Folicular e Ca Folicular da tiróide.
Apoio Financeiro: FAPESP, CNPq.
P105
PUNCIÓN ASPIRACIÓN CON AGUJA FINA (PAAF) DE NÓDULOS TIROIDEOS: COMPARACIÓN DEL MÉTODO CONVENCIONAL CON EL GUIADO POR ECOGRAFÍA
Roccatagliata G, Loto M, Marote M, Morán M, Rovira G, Curria M, Lotti, A., De la Balze E
Hospital Britanico, Buenos Aires, Argentina
La PAAF es un procedimiento seguro, mínimanente invasivo y de alta eficacia diagnóstica para el manejo de la enfermedad nodular tiroidea.La PAAF bajo ecografía aseguraría el sitio preciso de la punción.Revisamos nuestra experiencia con ambos procedimientos en los últimos 2 años.
Objetivos: 1)Evaluar los resultados de las PAAF convencionales y de las guiadas. 2)Comparar ambos métodos en la detección de patología maligna y en la obtención de material. 3)Analizar la correlación cito-histológica, comparando su sensibilidad y especificidad. Se analizaron 222 punciones de 198 pacientes, 175 mujeres y 23 hombres (8:1).El 62% (n= 137) fue punzado a ciegas y el 38% (n=85) restante bajo ecografia.El tamaño nodular expresado en medias y rango: 27,7mm(0,9 a 55) y 16,01mm( 0,8 a 30) respectivamente.
(p<0,00001)
Resultados:
| Mat. Insuf. %(n) | Benigno % (n) | Indeterminado* % (n) | Sospechoso % (n) | Maligno %(n) |
| PAAF a ciegas | 7,3 (10) | 73 (108) | 11,6 (16) | 0,72 (1) | 6,5 (9) |
| PAAF b/eco. | 5,8 (5) | 78 (67) | 5,8 (5) | 9,4 (8) | |
* Incluye las proliferaciones foliculares y de células de Hurthle
** Incluye Carcinoma Papilar y medular (n=2)
No encontramos una diferencia significativa entre ambos procedimientos en la detección de Ca. Papilar (p=0,48) ni en la obtención de material insuficiente (p=0,68).De los 38 pacientes operados (19,2%), la histología confirmó: 12 adenomas, 1 carcinoma papilar y 1 hiperplasia nodular en 14 de las proliferaciones foliculares operadas; carcinoma papilar en 16 casos (42%) y medular en 2. La sensibilidad y especificidad para la PAAF bajo eco fueron del 100%, y para la convencional del 100 y 85%, respectivamente.
Conclusiones: 1) No hubo diferencia significativa en la detección de material insuficiente.2)La incidencia de carcinomas tiroideos superior a la esperable, podría atribuirse al número relativamente escaso de punciones y al corto período de tiempo evaluado.3) La PAAF guiada no resultó más sensible para la detección de carcinoma papilar. 4) Encontramos una buena correlación cito-histológica para ambas 5)Confirmamos que la mayoría de las proliferaciones foliculares operadas orresponden a adenomas foliculares.
P106
HIPOTIROIDISMO AUTO-IMUNE REFRATÁRIO A ALTAS DOSES DE LEVOTIROXINA E DOENÇA CELÍACA DO ADULTO - RELATO DE CASO
Souza MVL.; Souza MAR; Souza HF.
Disciplina de Endocrinologia, Hospital Universitário Pedro Ernesto - Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), Rio de Janeiro/RJ, Brasil.
I.V.B. sexo feminino, 50 anos, encaminhada em função de um hipotiroidismo de difícil compensação por provável não aderência ao tratamento e suspeita de hipoparatiroidismo em função de hipocalcemia. Hipotiroidismo diagnosticado há 6 anos com anticorpo anti-microssomal fortemente positivo. Em uso de levotiroxina 125 mcg/dia + triiodotironina 25 mcg/dia estava com TSH de 83 mUI/ml e T4 livre de 0,6 ng/dl. Solicitada confirmação da presença de autoimunidade com anti-TPO >300 UI/ml (normal até 35). Suspenso triiodotironina e aumentada dose de levotiroxina até 325 mcg/dia (7,38 mcg/kg/dia) quando conseguiu normalizar o TSH e T4livre. Mantinha calcemias sempre baixas (chegou até 5,9 mg/dl - Normal 8,0-10,5) a despeito de reposição de 3,0 g de carbonato de cálcio assim como magnésio também baixo a despeito de reposição oral. A avaliação laboratorial mostrava PTH pouco elevado, calciúria de 24h diminuida (15 mg/24h - Normal 100-300 mg/24h) e que associada a níveis séricos de cálcio e magnésio também baixos sugeriam uma síndrome disabsortiva. Paciente sempre se queixava da dificuldade em ganhar peso, pesava 44kg com IMC de 16,7. Referia diarréia ocasionalmente, porém a investigação prévia evidenciava vários exames normais (colonoscopia, pesquisa de elementos anormais e dosagem de gordura fecal). Solicitada dosagem de anti-corpo anti-gliadina que mostrou um valor de 1/300000 (normal até 1/18). Iniciada dieta sem glúten. Após 1 ano ganhou 14 kg, normalizou as alterações séricas do cálcio e magnésio mesmo após suspensão da suplementação oral. Diminuiu a dose de levotiroxina até 125 mcg/dia, dose com a qual manteve eutiroidismo clínico e laboratorial. Conclusão: Em paciente portador de hipotiroidismo auto-imune necesssitando de doses maiores que as usuais de levotiroxina (1,6-1,8 mcg/kg/dia) para a compensação do hipotiroidismo a hipótese de doença celíaca deve ser aventada.
P107
HIPOTIREOIDISMO CENTRAL ISOLADO MANIFESTADO NA FASE ADULTA
Alberti,GC; Graf,H, Ramos,HE; Hauck,PR; Carvalho,GA.
Serviço de Endocrinologia e Metabologia do Hospital das Clinicas - Curitiba- PR.
Relato do caso:mulher, 48 anos, dentista, apresentando: ganho de peso, astenia, obstipação intestinal, pele seca e hiporreflexia. Os exames laboratoriais detectaram um TSH basal de 0,445microUI/ML (VR:o,4 - 4), T4livre de 0,20ng/dl(VR:0,8 - 1,9)e um T3 de 67,7ng/dl (VR:80 - 200). A prova do TRH mostrou um TSH basal de 0,008microU/ml, 30 minutos, 0,058microU/ml e 60 minutos 0,043microU/ml e o megateste mostrou somente falta de resposta do TSH em relação ao TRH, sendo que os outros hormônios dosados (FSH, LH, HGH, prolactina e cortisol) tiveram resposta adequada quando estimulados. A ressonância nuclear magnética de sela turcica foi normal. Discussão: a deficiência de TSH geralmente esta relacionada a outras deficiências hormonais hipofisarias por alterações funcionais ou estruturais na hipófise ou hipotalamo. Deficiência isolada de TSH e uma alteração rara, que tem como causas conhecidas, mutações da subunidade beta do TSH ou do gene do receptor do TRH, neste caso, associado a falta de resposta da prolactina ao TRH. Ambas as condições são detectadas na infância. Conclusão: a confirmação de hipotireoidismo central isolado, em uma mulher adulta, sem queixas anteriores, é um caso raro, sem descrição previa na literatura. A etiologia mais provável seria uma mutação somática no TSH beta (no momento sendo sequenciado). Considerando-se que houve resposta a prolactina, descarta-se a hipótese de mutação do receptor do TRH.
P108
EVALUACIÓN DE RESULTADOS DE TRIODOTIRONINA (T 3) EN DIFERENTES ENCUESTAS INTERLABORATORIALES
Mariani V, Sola M.O
Programa de Evaluación Externa de Calidad (PEEC), Subprograma Endocrinología Fundación Bioquímica Argentina (FBA).
La Plata, Argentina.
Triodotironina (T3) circula en sangre unida a proteínas de transporte, y solo el 0,3 % del total circula en forma libre. La concentración de T3 proporciona información sobre cambios en la concentración en diferentes tejidos en que T3 es intracelular, en cambio el valor de T3 por desyodación lo conocemos por T4. El PEEC de la FBA desarrolló para T3 seis encuestas con la participación de aproximadamente 200 laboratorios de análisis clínicos en cada encuesta. Se compararon los resultados obtenidos por los participantes que utilizaron métodos de mayor difusión, en tres niveles de concentración de T3 (ng/ml): Lote 1, (M ± DS = 95.37 ± 21.67); Lote 2, (M ± DS = 191.16 ± 47.08) y Lote 3, (M±DS = 388.89± 88.48). Se analizaron la concentración de T3 por 12 diferentes métodos en las tres mezclas de sueros, así como el Coeficiente de Variación (CV) de cada método para cada lote. Se calcularon además el Desvío Relativo Porcentual (DRP) considerado como el grado de alejamiento del valor informado por el laboratorio respecto a la media de consenso de cada método que para los objetivos de este trabajo se consideró DRP< ± 20%. Se analizaron las diferencias estadísticamente significativas (P<0.05) entre todos los métodos en los tres lotes mediante el test de ANOVA. .El CV de los distintos métodos en cada una de los lotes fue: Lote 1: entre 6.95 y 27.81 %; Lote 2: entre 7.2 y 21.67 %; y Lote 3: entre 5.11 y 22.95 %. Los métodos manuales en general tuvieron mayor CV en los tres lotes y al comparar todos los métodos en los distintos lotes observamos que en n = 5 (41,66 %) no se sobrepasa el 15 % de CV. En los tres lotes la cantidad de laboratorios con DRP aceptables fue del 58 %. El análisis estadístico de los datos demuestra que de los 66 pares de comparaciones posibles entre los métodos presentan diferencia estadísticamente significativas el 18.2 % para el Lote 1, el 40.9 % para el Lote 2 y el 24..2 % para el Lote 3 De los resultados obtenidos podemos decir que los métodos no son comparables, en un buen número el CV es calificado como bueno (CV< 15 %) y que dentro de nuestra población el 42 % no logra tener un desempeño eficiente en forma regular con DRP deseable para el programa.
P109
LOPROMIDA Y CAPTACION TIROIDEA DE 131YODO
Bequelman D, Binda M, Caneda G, Ceriani J, Gauna A.
Htal. Ramos Mejía. Bs. As. Argentina
Es aceptado que el empleo de medios de contraste iodados resulta en bloqueo de la captación tiroidea de 131 I que varía desde un mes para los solubles en agua a mas de 6 meses para los liposolubles. Esto es importante en pacientes con patología tiroidea, especialmente en cáncer diferenciado de tiroides. Actualmente, se aplican nuevos medios de contraste, como los no iónicos de baja osmolaridad (NILOCM) con buena absorción de los rayos X y menor contenido de yodo y quimiotoxicidad que los convencionales. Con estos, fue demostrado un menor período de recuperación de la captación tiroidea de 131 I en ratas,pero no está aclarado su interferencia en la captación en humanos. Con el objetivo de evaluar a corto plazo a) el bloqueo sobre la captación tiroidea y/o b) valor de la captación en relación a la población control, evaluamos prospectivamente 9 pacientes que recibieron Iopromida como medio de contraste NILOCM tomográfico. A los 10 días de la aplicación de dicho medio se realizó una captación tiroidea de 24 hs con 30 uC de 131 I. Los pacientes eran eutiroideos, sin antecedentes conocidos de disfunción tiroidea previa, y la función renal era normal en 8. La población control fue la de referencia del servicio de Medicina Nuclear. Se consideró captación bloqueada <3%. La captación fue superior al 3% en el 88.9% de los pacientes, con X±ES significativamente menor que la población control ( 10.5±8.4% vs 22.3±5.3%, p<0.001). El paciente con insuficiencia renal fue seguido y sus captaciones fueron: 4, 9, 11 y 14% a los 10, 30, 60 y 150 días respectivamente. Conclusiones: 1) La Iopromida bloqueó la captación tiroidea por menos de 10 días en la mayoría de estos pacientes, 2) Aunque no bloqueada la captación a los 10 días, fue menor a la población control,3) Iopramida podría ser considerada en pacientes con Carcinoma Diferenciado de Tiroides que requieran un estudio con contraste iodado.
P110
VALOR DE UNA TSH BASAL (SCREENING) RESPECTO A LA PRUEBA DE TRH
Orlandi, A; Sobrado, P; Frascaroli, G.; Puscar, A. y Fideleff, H. L.
Unidad de Endocrinología Hospital "T. Alvarez". Buenos Aires, Argentina
Para evaluar la reproductibilidad de dos basales de TSH en el corto plazo y analizar si los mismos permiten orientar respecto a la respuesta a una Prueba de TRH, analizamos 395 TSH basales de screening (TSH B1) seguidos por una Prueba de TRH: TSH basal (TSH B2) y TSH post TRH (TSH P) realizada entre 30 y 60 días en el mismo sujeto, dosadas por método IFMA o ICMA . Según el nivel de TSH B1, se dividió a la población en: Normales (n=45) 42 mujeres (M); Dudosas (n= 108) 93 M y Aumentadas (n=242) 220 M. Los resultados se muestran en las Tablas 1 y 2:
Tabla 1: Medianas y rangos de TSH (mUI/ml)
| Normales (Percentilo 95) | Dudosas (Percentilo 99) | Aumentadas (>Percentilo 99) |
| TSH B1 | 3,0 ( 0,41 - 3,4 ) | 3,8 (3,1 - 4,2) * | 5,1 (4,1 - 11,9 ) ** |
| TSH B2 | 2,8 (1,1 - 7,1 ) | 3,3 ( 0,46 - 9,6 ) | 4,1 ( 0,46 - 27 ) |
| TSH P | 16,7 ( 9,3 - 25,4) | 20,45 ( 7,6 - 75) | 24,45 ( 5,3 - 159) |
Test de Wilcoxon
TSH B1 vs B2
* p < 0.03
** p < 0.001
|
Tabla 2: Correlaciones entre TSH B1- TSH B2 y TSHP (Spearman rank order correlation) .
Normales Dudosas Aumentadas
| TSH B2 | TSH P | TSH B2 | TSH P | TSH B2 | TSH P |
| TSH B1 | r: 0,04 | r: 0,12 | r: 0,08 | r: 0,08 | r: 0,29** | r: 0,27** |
| TSH B2 | -------- | r: 0,46* | -------- | r: 0,60** | -------- | r: 0,67** |
Concluímos: 1) TSH B1 y B2 fueron reproductibles en los normales, no así en el grupo de TSH B1 dudosas y aumentadas. 2) TSH B1 no correlacionó con TSH P en ninguno de los 3 grupos. TSH B2 mostró buena correlación solo en dudosos y aumentados. Por lo tanto, TSH B1 no permitiría predecir el comportamiento de la respuesta al TRH.
P111
AVALIAÇÃO DA ACURÁCIA DE MÉTODO DE DIAGNÓSTICO RÁPIDO DO HIPOTIREOIDISMO (THYROCHEK â;)
Donangelo I, Coelho SM,Teixeira P, Spinelli V, Vaisman M.
Serviço de Endocrinologia do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho - UFRJ, Rio de Janeiro, Brasil
ThyroCheckâ; é um teste de dosagem semi-quantitativa de TSH que, através de um ensaio imunocromatográfico realizado com uma gota espessa de sangue, se propõe a fornecer em 15 minutos o diagnóstico de hipotireoidismo primário. Resultados positivo e negativo do teste informam que o TSH sérico é maior ou menor do que 5m; lU/ml, respectivamente. O objetivo deste estudo é analisar a acurácia do teste em questão, bem como verificar suas possíveis vantagens e limitações. Realizamos o ThyroChekâ; em 81 pacientes, 63 hipotireoideos (grupo teste) e 18 eutireoideos (grupo controle), dosando na mesma amostra de sangue o TSH sérico por quimioluminescência. A especificidade do ThyroChekâ; foi de 77,8%, com uma taxa de falso positivos de 22,2%. A sensibilidade do teste para um TSH > 5,0m;lU/ml foi de 71,4%, com uma taxa de falso negativo de 28,5%. Avaliando por faixas de TSH, obtivemos sensibilidade para TSH entre 5,1 e 10,0 m;lU/ml é de 29,4%, para TSH entre 10,1 e 15,0 m;lU/ml é de 62,5%, e para TSH acima de 15,1 é de 100%. A quantidade de sangue utilizada e capacidade de discernimento do observador são fatores que interferem na leitura do teste. Concluimos que o uso do ThyroChekâ; deve se limitar a situações em que existe dúvida quanto à terapia imediata (coma mixedematoso), não sendo indicado na rotina clínica ambulatorial ou de enfermaria.
P112
COMPARACION DE METODOS PARA DOSAJE DE TIROXINA (T4) y TIROXINA LIBRE (FT4)
Mariani V. Sola M. O.
Programa de Evaluación Externa de Calidad (PEEC), Subprograma Endocrinología Fundación Bioquímica Argentina (FBA). La Plata, Argentina.
La tiroglobulina (TG) iodada por hidrólisis libera las hormonas activas Tiroxina (T4) y Triodotironina (T3), pasando estas a circulación sanguínea, proceso estimulado por la Tirotrofina (TSH). La T4 circula en su mayor parte unida a proteínas de transporte y solamente el 0,03 % en forma de T4 libre (FT4). La FBA a través del PEEC desarrolló seis encuestas con la participación de 200 laboratorios de análisis clínicos. Se utilizaron tres lotes de suero liofilizado con diferentes concentraciones de T4 y T4L. Cada lote se conforma por 2 encuestas. Las respuestas de los laboratorios para T4 (mg/dl) fue: Lote 1, M±DS = 2.82±0.82; Lote 2, M±DS = 8.25±1.45 y Lote 3, M±DS = 13.12±2.58; para T4L (ng/ml) fue: Lote 1, M±DS = la concentración de T4 y T4L por doce (12) y once (11) métodos diferentes respectivamente en los tres lotes de sueros, así como el Coeficiente de Variación (CV) de cada método para cada nivel. Se calcularon además el Desvío Relativo Porcentual considerado como el grado de alejamiento del valor informado por el laboratorio respecto a la media de consenso de cada método que para los objetivos de este trabajo se consideró que debía tener DRP< ± 20%, para ambas hormonas el 71 % de laboratorios poseen DRP aceptable. Se observa para T4 y FT4 en el lote 1 mayor cantidad de métodos que superan el 15% de CV, con respecto a los lotes 2 y 3.
P113
TIROGLOBULINA ELEVADA EN LÍQUIDO DE LAVADO DE AGUJA DE PUNCIÓN DE ADENOPATÍAS METASTÁSICAS EN UNA PACIENTE PORTADORA DE CARCINOMA PAPILAR(CaP) CON ANTICUERPOS POSITIVOS Y TIROGLOBULINA SÉRICA NO DOSABLE.
Oneto A., Vázquez A.*, Fadel A.M.*, Chebel G*., Aranda C., Gutiérrez, S.*.
Grupo de trabajo Tiroides* y Laboratorio. División Endocrinología, Hospital Durand. Buenos Aires. Argentina.
Aún en micro CaP ha sido reportado más de un 60% de metástasis ganglionares cervicales (G). Su punción (PAF) transecográfica suele confirmar la etiología con 6-8% de falsos negativos citológicos. En ausencia de anticuerpos antitiroglobulina (ATG),el dosaje de tiroglobulina (Tg) en el líquido de lavado de la aguja (LL) de PAF de G se ha propuesto para aumentar la sensibilidad de la PAF. Caso:Paciente hipotiroidea con agrandamiento de G corroborados ecográficamente. Se punzaron dichas masas y un nódulo tiroideo de 3.5 cm previo dosaje de Tg y ATG séricos. Se efectuó lavado de la aguja de PAF con 0.5 mL del standard (St) 0 de Tg. En suero y en LL se midió Tg por IFMA y se realizó un test de recuperación(R) con un St de Tg de 1000 ng/mL, (R > 80%= Interferencia (i) negativa). Los ATG se midieron por RIA y por quimioluminiscencia ICMA (VN <0.3 y <40 U/mL respectivamente). La Tg sérica fue <0.3 ng /mL con R de 2%, ATG >30 U/mL por RIA y 2651 U/mL por ICMA. En el LL los niveles de Tg fueron: 87, 4869, 4183 y 11914 ng/mL,con R >80% y los ATG negativos por ambos métodos en los 4 G. Para superar la (i) en suero, en la muestra directa y en diluciones 1/10, 1/100 y 1/1000 , se re-testeó la Tg por IFMA y por un RIA 2º anticuerpo PEG. Los resultados fueron:Tg IFMA <0.3 ng/mL y Tg RIA <4.0 ng/ml en todas las diluciones a pesar de obtener un R > 80% en la dilucion 1/1000. La citología del nódulo fue sospechosa y en 3/4 G punzados se demostró la infiltración por Ca P. Interpretamos que al diluirse los ATG en el LL (como se evidencia por su negatividad en él) se eliminó la (i) en la medición de Tg, cuya concentración en G es muy superior a la sérica, donde, la dilución paralela de ATG y Tg no permitió la detección de Tg, aún despues de tratar de desenmascarar la (i) producida por los ATG. Concluimos: En ciertos casos, la Tg en LL puede contribuir al diagnóstico a pesar de la (i) provocada por los ATG en la Tg sérica.
P114
AVALIAÇÃO DOS RESULTADOS DE T4 LIVRE DISCORDANTES DO TSH
NO LABORATÓRIO HELION PÓVOA
Oliveira J., Fernandez D. B., Andrade C.C. e Pereira J.M.
Núcleo Científico do Laboratório Helion Póvoa - Rio de Janeiro - Brasil
A evolução dos métodos de dosagem de TSH tem tido um papel fundamental no diagnóstico das doenças tireoidianas e a dosagem do T4 livre uma evolução da dosagem do T4 total, uma vez que elimina a problemática introduzida por variações dos níveis de TBG (Thyroxine Binding Globulin). No entanto, em alguns casos encontramos resultados díspares entre TSH e T4 livre, sem uma explicação clínica aparente. Preocupados com esta discrepância e sabendo que existem vários fatores que podem interferir na dosagem do T4 livre, resolvemos fazer um estudo estatístico nos pacientes que fizeram exames no laboratório. Foram analisados 83 casos de dosagens de T4 livre baixo com TSH ultra-sensível normal, utilizando a técnica de quimioluminescência, no período de 1/12/2000 a 31/01/2001. Neste período, 2403 pacientes realizaram dosagens de TSH e T4 livre no laboratório. Entre os pacientes que apresentavam TSH e T4 livre discordantes, 71 eram do sexo feminino com idade média de 48,2 anos e 12 pacientes do sexo masculino com idade média 45,8 anos. Entre aqueles com T4 livre discordantes, 13 faziam uso de hormônios tireoidianos, 5 estavam em uso de medicação anti-tireoidiana e 65 não faziam uso de qualquer medicamento para a tireóide. Em nossa análise, encontramos 3,45 % de T4 livre discordantes do TSH, entre as 2403 dosagens realizadas no período. Portanto, uma reavaliação da metodologia das dosagens de T4 livre deve ser discutida, assim como um estudo estatístico dos valores de referência para nossa população deve ser realizado já que a dosagem por diálise, que seria o método ideal nestes casos, é de alto custo e difícil execução.
P115
IDENTIFICATION OF DIFFERENTIALLY EXPRESSED GENES IN BENIGN AND MALIGNANT THYROID DISEASE
by DDRT-PCR and cDNA Microarray
Stolf, B.S.1,2, Carvalho, A. F.1, Soares, F. A.3, Kowalski, L. P.3, Reis, L.F.L.1,3
1 Ludwig Institute for Cancer Research, São Paulo, Brazil, 2Inst, of Chemistry, USP, Brazil 3 Hospital do Câncer A.C. Camargo, Rua Antonio Prudente 109, São Paulo, SP, Brazil, 01509-010
The management of thyroid nodule is a controversial issue with problems related to diagnosis and the extent of thyroidectomy. None of the available pre-surgical diagnostic methods allows precise distinction between malignant and non-malignant disease. The aim of this work is to establish a molecular-based diagnostic tool to distinguish between benign and malignant thyroid nodules using samples from FNAB. In order to identify the pattern of gene expression that is representative of normal, non-malignant or malignant disease we compare the mRNA content of samples obtained by surgery from patients with goiter and adenoma (non-malignant disorders) and carcinoma with that of the normal gland. Differentially expressed genes are identified by differential display RT-PCR (DDRT-PCR) and the abundance of corresponding transcripts is evaluated by Microarrays, RT-PCR and Real-Time PCR. We have purified and cloned around 250 bands from DDRT-PCR that showed different intensities among normal tissue, goiter, adenoma, follicular and papillary carcinomas. Expression of the corresponding transcripts was evaluated by cDNA Microarray using probes from normal tissue, papillary carcinoma and goiter. Several genes showing increased expression in specific tissues were identified. The sequence of the inserts corresponding to two genes highly expressed in papillary carcinoma compared to goiter and normal tissue was determined. Real-Time PCR was performed with RNA from various samples of papillary carcinomas, goiter and normal tissue. Microarrays containing new cDNA sequences identified by the FAPESP / LICR Brazilian Human Cancer Project were also hybridized to probes from the various thyroid tissues. Hundreds of genes showed differential expression (at least two fold) between carcinomas and goiters and between goiters and normal tissue, but few were differentially expressed comparing adenomas and follicular carcinomas and papillary and follicular carcinomas.
P116
SÍNDROME DO T3 BAIXO (ST3) COMO VALOR PROGNÓSTICO PARA PACIENTES COM INSUFICIÊNCIA CARDÍACA CONGESTIVA (ICC) ACOMPANHADOS AMBULATORIALMENTE Figueiredo NB, Miano FAG, Augusto MS,
Mendonça MBMF, Silva TCR, Monteiro SC, Salatti C, Matai O, Cicogna AC, Okoshi K, Nogueira CR Disciplina de Endocrinologia, Faculdade de Medicina de Botucatu - UNESP, Botucatu, Brasil.
Sabe-se que em algumas situações clínicas severas ocorre a ST3 que cursa com aumento da concentração sérica de T3 reverso (rT3) sem evidência de hipotireoidismo. Estudos anteriores demonstram que a ICC é um estado fisiopatológico que parece estar associado com a ST3 e que seria um fator prognóstico para pacientes internados. Nesses pacientes a ST3 é caracterizada por rT3 alto e T3 baixo, sendo a relação T3/rT3 um índice prognóstico. Tivemos como objetivo verificar o valor prognóstico desta síndrome em pacientes portadores de ICC e acompanhados ambulatorialmente. A ICC foi classificada de acordo com os critérios da NYHA em graus de I a IV. Selecionamos 20 pacientes internados que foram acompanhados durante dois anos. Destes, 15 foram classificados como portadores da síndrome por apresentarem rT3 elevado na presença de T3 livre,T4 livre e TSH normais, e tiveram a seguinte evolução: 46% melhoraram do grau de ICC e normalizaram a concentração de rT3, 13% se mantiveram em graus graves de ICC na presença da síndrome e 26% foram a óbito antes do primeiro retorno, os quais apresentaram os valores de rT3 mais elevados do estudo. Dos outros 5 pacientes acompanhados que não apresentavam a ST3, 2 pioraram clinicamente e as concentrações séricas de rT3 se elevaram. Concluímos que a dosagem do rT3 e T3 livre pode ser considerada como um valor prognóstico para pacientes com ICC acompanhados ambulatorialmente e que possivelmente esses pacientes tiveram melhora do grau de ICC apesar das concentrações elevadas de rT3 porque, ao contrário dos pacientes hospitalizados, apresentaram concentrações de T3 livre normais o que poderia estar melhorando o inotropismo cardíaco.
P117
STRUMA OVARII METASTÁTICO COM TIREOTOXICOSE
Rocha L, Sanches MFM, Miranda DMC, Machado C, Salles JEN, Scalissi NM, Marone M, Monte O
Faculdade Ciências Médicas Santa Casa S.P.- Disciplina de Endocrinologia - São Paulo - Brasil
O struma ovarii representa uma forma rara de teratoma ovariano (2,7%), é benigno, sendo 5-10% malignos e destes, 5% apresentam disseminação extra ovariana. Relatamos um caso de struma ovarii com múltiplas metástases e evolução para tireotoxicose pela raridade da apresentação. Paciente branca, 34 anos, com tumor abdominal e USG com nódulos em topografia hepática e cistos em ovário direito. Realizado histerectomia total, salpingooforectomia bilateral e omentectomia. Anátomo patológico compatível com tecido tireoideano, sem sinais de malignidade em ovário direito, trompa direita e omento. PCI com captação em base pulmonar direita. Após dois meses feito tireoidectomia total, com ausência de neoplasia. Evolução com tireotoxicose sendo medicada com propiltiouracil. Realizada exérese das metástases (pulmonar, esternal, arco costal e diafragma adjacente), seguido de radioiodoterapia com 200 mCi. Anátomo patológico da metástase esternal evidenciou carcinoma folicular de tireóide. Manteve-se em tireotoxicose em uso de propiltiouracil por um ano. Devido a persistência das metástases, realizadas outras duas doses de radioiodo de 200 mCi cada. Apresentou leucopenia e anemia após a última dose. Com o desaparecimento das metástases torácicas, os nódulos em topografia hepática tornaram-se captantes. Submetida a cirurgia para exerése de nódulos subcapsular e peri hepático, sendo constatado múltiplas lesões puntiformes em peritônio e diafragma. O laudo anátomo patológico resultou carcinoma folicular de tireóide. No momento em programação para radioiodoterapia.
P118
FUNÇÃO TIREOIDIANA E O CICLO ESTRAL DA RATA
Serakides R, Nunes VA, Nascimento EF, Ribeiro AFC, Silva CM.
Departamento de Clínica e Cirurgia Veterinárias da Universidade Federal de Minas Gerais, Brasil.
A influência das fases do ciclo estral sobre a morfofisiologia tireoidiana foi investigada em 21 ratas Wistar com cinco a sete meses de idade que se encontravam na fase de metaestro-diestro ou proestro-estro. A identificação da fase do ciclo estral foi realizada mediante o exame morfológico do útero e vagina. As tireóides foram inspecionadas, pesadas e processadas para avaliação histomorfométrica e o plasma sangüíneo colhido para dosagem de T4 total, T4 livre, T3 total, TSH e progesterona pela técnica da quimioluminescência e de estradiol, pela técnica da fluorimetria. Uma secção de um dos lobos da tireóide foi selecionada e submetida à análise morfométrica. Foram mensurados, ao acaso, os diâmetros maior, médio e menor de 30 folículos e a altura do epitélio de 20 folículos. A significância da diferença entre as médias foi verificada pela análise de variância e a comparação entre médias, pelo teste t de Student. As concentrações plasmáticas de progesterona no proestro-estro e no metaestro-diestro não apresentaram diferenças significativas. No entanto, a concentração plasmática de estradiol significativamente maior nas ratas na fase de proestro-estro não fez com que os níveis de T4 livre, T4 total, T3 total e de TSH e a morfologia tireoidiana diferenciasse das ratas na fase de metaestro-diestro, sugerindo que o aumento do estradiol durante o ciclo estral da rata não altera a morfofisiologia tireoidiana.
Apoio Financeiro: FAPEMIG
P119
DOENÇAS DA TIREÓIDE EM CASOS DE HIPERPARATIREOIDISMO (HPT).
Montenegro FLM, Nishio S, Michaluart Jr. P, Castro IV, Tavares MR, Brandão LG, Brito e Silva Fo. G, Ferraz AR, Cordeiro AC
Disciplina de Cirurgia de Cabeça e Pescoço, Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, São Paulo, Brasil.
Introdução: A ocorrência simultânea de doenças da tireóide com HPT ainda é assunto controverso, com exceção do carcinoma medular. A atenção para a freqüência de doenças associadas pode possibilitar melhor análise pré e intra-operatória, com resolução concomitante dos dois problemas. A coexistência de doenças da tireóide e da paratireóide foi estudada em doentes tratados por HPT. Pacientes e Método: De 1986 a 2000 foram realizadas 218 operações por HPT, em 207 pacientes. O relatório anatomopatológico foi localizado em 95 casos de HPT primário e em 104 com HPT secundário. Estudou-se a ocorrência de doenças da tireóide nesses casos, agrupados e individualizados pelo tipo de HPT, com comparação estatística entre as incidências Resultados: expressos na tabela abaixo. Não houve diferença significativa entre as duas formas de HPT
Tireóide HPT primário + secundário n (%) HPT secundário n (%) HPT primário n (%)
| "normal" | 117 | (58,8) | 57 | (60,0) | 60 | (57,7) |
| Bócio | 48 | (24,1) | 17 | (17,9) | 31 | (29,8) |
| Tireoidite | 13 | (6,5) | 8 | (8,4) | 5 | (4,8) |
Carcinoma papilífero | 12 | (6,0) | 9 | (9,5) | 3 | (2,8) |
| Outros | 9 | .(4,6) | 4 | (4,2) | 5 | (4,8) |
Conclusões: A presença simultânea de doenças da tireóide em portadores de HPT ocorre em quase 40% dos casos. Essa incidência sugere que a glândula tireóide seja avaliada antes e durante as operações por HPT. Houve incidência maior de casos de carcinoma papilífero em doentes com HPT primário, mas sem diferença estatisticamente significativa.
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NÓDULO AUTÔNOMO ( ADENOMA TÓXICO ) ASSOCIADO A CARCINOMA FOLICULAR DE TIREÓIDE: POLIMORFISMO NO GEN DO RECEPTOR DE TSH.
Figueiredo NB, Azevedo PS, Montanari RC, Medeiros -Neto GA, Nogueira CR.
Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, Disciplina de Endocrinologia, São Paulo e Faculdade de Medicina de Botucatu - UNESP- Disciplina de Endocrinologia, Botucatu, Brasil.
A maior parte dos adenomas funcionantes (nódulos autônomos) da tireóide têm sua etiopatogenia definida devido mutações no gen do receptor de TSH ou da proteína Gsalfa, resultando em ativação constitutiva da adenil-ciclase. Por outro lado, neoplasias tireóideas benignas e malignas podem apresentar mutações ativadoras de oncogens, como o ras, em interação com outros oncogens, como o c-myc hiper-expresso. A associação de adenoma tóxico com carcinoma folicular é uma situação clínica e patológica rara. Obtivemos tecido tireoidiano de uma paciente com bócio há 30 anos e com clínica de hipertireoidismo. A captação e o mapeamento mostraram áreas normais e hipercaptantes no lobo esquerdo, normocaptantes no lobo direito e frias no ístmo. A punção aspirativa e o anátomo-patológico revelaram carcinoma folicular no ístmo e bócio colóide nas demais áreas. O tecido foi coletado em gelo seco na sala cirúrgica e o DNA genômico foi extraído por metodologia padrão. Todas as porções codificadoras do gen do receptor de TSH e os exons 8 e 9 da Gsalfa foram seqüenciados diretamente usando FS Ampli TaqDNA polimerase com um kit de seqüenciamento da ABI e analisados com um seqüenciador 373A. No tecido analisado, encontramos a substituição de Asp727 por glutamina. Havíamos demonstrado anteriormente que esta mutação não implica em alteração funcional porque não aumenta o AMP cíclico em células transfectadas e estimuladas pelo TSH. Não encontramos outras mutações ativadoras no exon 10 ou na parte extracelular do receptor de TSH, tampouco mutações na proteína Gsalfa. Concluímos que, possivelmente, outros oncogens poderiam estar agindo, dando seqüência a clone celular com capacidade de proliferação aumentada.
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